Quinta-feira, 20 de maio de 2010, atualizada às 19h

Governo admite demissão de professores em greve, mas categoria permanece mobilizada

Aline Furtado
Repórter

Mesmo diante do anúncio feito pelo governo do Estado, sobre a possibilidade de demitir professores em greve, a categoria permanece mobilizada na cidade. De acordo com a coordenadora de Comunicação e Cultura da subsede juizforana do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação (Sind-UTE), Yara Aquino, em Juiz de Fora e na região a adesão é de aproximadamente 40%. O movimento grevista teve início no dia 8 de abril.

A fim de tentar sensibilizar o governo, professores ocuparam, na tarde desta quinta-feira, 20 de maio, a Superintendência Regional de Ensino de Juiz de Fora. "Nossa intenção era fazer com que a superintendente entrasse em contato com a secretária de Educação, buscando sensibilizá-la. Infelizmente, não conseguimos fazer este contato."

Na última quarta-feira, dia 19, a secretária Vanessa Guimarães admitiu a possibilidade de demissão dos profissionais em greve e contratação de professores substitutos, alegando a ilegalidade do movimento, considerado pelo Tribunal de Justiça. Na data, foi anunciada a criação de uma comissão, formada pelas Secretarias de Estado de Planejamento e Gestão, Educação e Fazenda, para estudo das reivindicações da categoria, principalmente a readequação do plano de carreira. Contudo, o Sind-UTE não deverá participar das definições.

Para a coordenadora local, as ações tomadas pelo governo do Estado demonstram retrocesso. "É um absurdo querer reprimir o movimento. Um exemplo de retrocesso é o fato de o Governo ter admitido que só fará eleição de diretores no próximo ano, o que já estava definido de maneira diferente."

Os textos são revisados por Madalena Fernandes

 

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