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    Sexta-feira, 24 de setembro de 2010, atualizada às 12h20

    Professores estaduais cruzam os braços devido ao descumprimento de acordo

    Clecius Campos
    Repórter

    Os professores da rede estadual de ensino estiveram de braços cruzados nesta sexta-feira, 24 de setembro. A paralisação continua até o sábado, 25. A razão é o descumprimento de itens do acordo firmado com o Governo do Estado no final da última greve. De acordo com a coordenadora de Comunicação e Cultura da subsede local do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-Ute), Yara Aquino, um dos itens não cumpridos é a realização de concurso público para professores das disciplinas de filosofia, ensino religioso e sociologia.

    "Os conteúdos fazem parte do currículo e são matérias obrigatórias. Atualmente, os professores dessas disciplinas são contratados ou foram efetivados de forma precária, com algum prejuízo, como não poderem fazer novo concurso no Estado. Não há razão de contratos temporários, já que as disciplinas são obrigatórias." Outro motivo da paralisação de dois dias é o reenquadramento profissional, com ajustes de cargos e salários, que foi realizado, mas ainda prejudica alguns trabalhadores. "O reenquadramento serviria para organizar a vida e a carreira do professor, mas foi feito de forma inadequada."

    Os profissionais reclamam ainda que o edital de concurso público para as diversas áreas dentro da rede estadual de ensino — ainda em fase de acabamento — pode não considerar o tempo de serviço no ramo da educação como pontuação por títulos. "Estamos mobilizados para ver o que pode ser mudado no edital." Uma assembleia da categoria ocorreu nesta sexta-feira, 24, em Belo Horizonte. Segundo a diretora do Sind-UTE, Sônia Regina Henriques, que esteve no evento, o encontro serviu como forma de mobilizar os professores e denunciar o descumprimento do acordo. "O governo tem um comportamento de desrespeito aos trabalhadores. Estamos convocando a categoria para se manter mobilizada e esclarecendo os motivos da paralisação."

    Os textos são revisados por Thaísa Hosken

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