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    Enem e 2ª fase da UFJF têm níveis de dificuldade distintosProfessores alertam para o maior grau de complexidade nas questões do Vestibular 2011 da UFJF. Conhecimento do conteúdo também é fundamental para sucesso no Enem

    Clecius Campos
    Repórter
    22/10/2010
    Foto de alunos em sala de aula

    Os estudantes que irão tentar o Vestibular 2011 da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) devem ficar atentos para os diferentes níveis de dificuldade que vão encontrar pela frente. Isso porque, este ano, a primeira fase da seleção para a UFJF será substituída pela nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que, em algumas disciplinas, pode não trazer questões tão específicas, quanto às que virão na segunda fase da UFJF.

    O Enem ocorrerá nos próximos dias 6 e 7 de novembro. A previsão é de que o resultado seja divulgado no dia 17 de janeiro de 2001. Porém, todos os vestibulandos deverão fazer a segunda fase da UFJF, nos dias 20 e 21 de dezembro. As questões da UFJF são discursivas e cada conteúdo será aplicado, conforme a área de conhecimento do curso pretendido. Todos fazem provas discursivas de língua portuguesa.

    Tudo igual no português

    Dependendo de cada disciplina, as estruturas das provas podem se aproximar mais uma das outras. É o caso do português, matéria pertencente à matriz Linguagens, Códigos e Suas Tecnologias do Enem. A professora Vânia Paparotto afirma que a UFJF já segue uma tendência menos conteudista e mais interpretativa da matéria, conforme aquilo que foi pedido no último Enem. "Acaba a ideia de decorar, mas não quer dizer que o aluno não precisa estudar. Estudar, aliás, ficou mais difícil." Para ela, o aluno precisará conhecer a língua e se dedicar à leitura e à interpretação. "Isso vai valer para todas as outras disciplinas também, já que a prova do Enem é bastante interpretativa. O aluno acha ruim porque a prova é grande e cansativa. O bom desempenho vai depender de leitura e de interpretação."

    As peculiaridades das Ciências Humanas

    O professor de geografia Carlos Augusto Pedro também enxerga mais semelhanças que diferenças entre as provas do Enem e da segunda fase da UFJF. A disciplina integra a matriz Ciências Humanas e Suas Tecnologias. "A banca da geografia da federal já tem, há algum tempo, o perfil que bate com o pensamento do Enem. Hoje é cobrada a capacidade do aluno de relacionar os fatos físicos, sociais, políticos e econômicos e o estudo da geografia nos últimos anos já tem feito esse trabalho." Segundo Pedro, a segunda fase da UFJF, a exemplo do Enem, também trará conceitos contextualizados. "Não dá para deixar de estudar. A prova pode trazer um conceito, um nome que, se o aluno não souber o que é, não vai desenvolver a resposta de forma adequada."

    Na história, segunda matéria que compõe a matriz das ciências humanas, já pode haver diferença entre a cobrança do conteúdo. O professor Welson Ribeiro explica a característica do exame nacional. "O Enem vai pedir as relações entre os momentos históricos com o contexto atual e as ciências humanas. O aluno precisa conhecer a história, mas não só o passado. O conteúdo está presente, mas associado à realidade. De qualquer forma, é preciso estudar desde o início." Já na UFJF, é possível que apareçam questões mais conteudistas. "Há essa dicotomia nas formas de cobrança. Além de pedir um pouco mais de conteúdo, a prova de história demanda um trabalho de construção da questão discursiva."

    Foto de alunos em sala de aula Foto de alunos em sala de aula
    UFJF mais específica nas Ciências da Natureza

    Biologia, física e química dividem a matriz de Ciências da Natureza e Suas Tecnologias e os mesmos desafios. Enquanto o Enem pode abordar os conteúdos de forma mais contextualizada ao dia a dia, a segunda fase da UFJF tende a cobrar tópicos específicos de cada matéria. A professora de química Keila Martins Ferreira afirma que o Enem poderá relacionar a disciplina a questões como a poluição e os meios de energia, o que não significa que a prova é meramente intuitiva. "Acabou a ideia de que o Enem não é conteudista. No que se refere à química, o aluno tem que estudar e saber a matéria. Pensando na UFJF, a dedicação precisa ser maior. A prova vai trazer questões mais específicas e o aluno tem que estar preparado."

    Segundo professor Ricardo Nunes, na prova de biologia, o aluno deverá encontrar questões de todos os níveis. "Vai ter questão elementar, vai ter pergunta mais específica, só que tudo virá contextualizado e o contexto diz muito." Ele afirma que a UFJF deverá trazer uma prova com nível de dificuldade um pouco mais alto. "Por isso, o aluno tem que estar preparado."

    O professor de física Luís Augusto Dadalte aponta divergência nas formas de cobrança do conteúdo e afirma que o aluno precisa entender física para ter bom desempenho tanto no Enem quanto na segunda fase da UFJF. "O aluno tem que estar preparado em todo o conteúdo. O Enem vai exigir leitura e interpretação de texto, com a teoria aliada aos fenômenos e a aplicação da física na prática. Não deve trazer questões com grande complexidade matemática, mesmo assim, para a resolução das questões, o estudante precisa conhecer a teoria e até utilizar fórmulas. Não tem como escapar." Já a UFJF poderá demandar um pouco mais de conhecimento dos cálculos. "É avaliado o conhecimento mais específico da matéria, mas quem estuda o conteúdo todo está preparado. O importante é saber raciocinar, saber ler a questão, entender e aplicar as equações matemáticas."

    Foto de alunos em sala de aula Foto de alunos em sala de aula
    Matemática tem conteúdos diferentes

    A matemática pode ser uma das mais problemáticas. Segundo o professor Rômulo Garcia, o Enem deverá trazer uma prova mais contextualizada, com interpretação de gráficos e tabelas. Porém, o exame nacional cobra conteúdos ausentes na prova da UFJF. "O Enem pode pedir algo de matemática financeira e de função inversa ou composta. Além disso, a preferência do exame é por probabilidades, estatística, geometria plana e análise combinatória." Já a UFJF, na segunda fase, pode atacar com questões de desenvolvimento matemático mais apurado. "Vai exigir um pouco mais, com questões de logaritmo, por exemplo."

    A volta da redação e da língua estrangeira

    Com a substituição da primeira fase da UFJF pela nota total do Enem, os vestibulandos voltam a se preocupar com dois conteúdos antes pouco relevantes: a redação e a língua estrangeira. Ambos são cobrados no Enem e agora somam pontos para a UFJF. A professora de redação Vânia Paparotto prefere não deixar os alunos alarmados com a novidade. "A prova de português da segunda fase da UFJF já pede a identificação de teses e a formulação de argumentos para a resolução das questões. Tudo muito próximo do que é cobrado na redação do Enem. Não há porque ficar desesperado."

    Já a língua estrangeira pode ser um perigo para o aluno juizforano. Segundo a professora de inglês Marília de Melo Costa, o vestibulando terá que se esforçar um pouco mais, já que o conteúdo é cobrado em vestibulares em outras regiões do país, o que indica que há alunos mais preparados. "Para o aluno juizforano foi um choque, porém, nada que não possa ser solucionado. As provas, normalmente pedem que os alunos identifiquem informações nos textos, que consigam fazer relações entre os termos e aquilo que se referem, que possam perceber como os elementos textuais os ajudam a entender o texto. Deve ser uma prova de leitura instrumental, com dedução de respostas. O método de estudo é ler textos em inglês e aumentar o vocabulário, acompanhando a leitura com o dicionário. É bom também fazer relações entre textos e imagens e aproveitar tudo o que conhecemos do inglês no cotidiano."

    Os textos são revisados por Thaísa Hosken

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