Terça-feira, 13 de maio de 2014, atualizada às 16h35

UFJF vai pagar salários atrasados de funcionários terceirizados

Lucas Soares
Repórter

A Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) emitiu nota no início da tarde desta terça-feira, 13 de maio, para afirmar que vai arcar com o pagamento dos direitos trabalhistas e verbas remuneratórias dos servidores da PH Service após a empresa que prestava serviços de conservação e vigilância para a universidade declarar falência na última segunda-feira, 12.

De acordo com a UFJF, a Administração Superior se reuniu nesta manhã com representantes dos trabalhadores terceirizados da empresa PH Service para esclarecer sobre as condutas que serão adotadas para resolver o problema causado pelo anúncio de falência da empresa e a consequente interrupção dos pagamentos. Sendo assim, ficou assegurado o pagamento dos 463 funcionários, vinculados aos cinco contratos que eram mantidos com a empresa.

Além disso, os contratos da UFJF com a PH Service já foram encerrados para que novas contratações em caráter emergencial possam ser realizadas. Até que as novas empresas sejam regularizadas, a UFJF arcará com os salários. Isso só será possível em função da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (STF), que na semana passada tomou a mesma decisão.

Serviços paralisados

Em entrevista realizada por telefone, o presidente do Sinteac, Sérgio Felix, afirmou que espera que a situação se resolva o mais rápido possível, já que os funcionários não vão trabalhar enquanto não receberem. "Ainda não foi estipulada uma data para ser feito esse pagamento. Já fizemos o pedido à empresa para disponibilizar os contracheques para entregarmos a UFJF, o que deve ser feito até amanhã (quarta-feira, 14). Enquanto não for efetuado esse pagamento, não há como os funcionários trabalharem, pois eles dependem de vale-transporte, que também não foi pago", explica.

De acordo com Felix, não é só a UFJF que foi prejudicada. Ao todo, mais de 600 funcionários de outros órgãos públicos como Advocacia Geral da União (AGU), Tribunal Regional do Trabalho (TRT) e Caixa Econômica Federal também estão sem receber.

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