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    Mestrado profissionalizante na área do leite aprovado Parceria envolve UFJF, Embrapa e Instituto de Laticínios Cândido Tostes

    As informações abaixo foram enviadas pela assessoria
    de comunicação da UFJF 05/11/2008

    A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES/MEC) aprovou a criação do curso de Mestrado Profissionalizante na área de Ciência e Tecnologia do Leite e Derivados, a ser implantado através de uma parceria entre a Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), Embrapa/Gado de Leite e Instituto de Laticínios Cândido Tostes (ILCT/Epamig). A proposta foi avaliada durante a 104ª Reunião do Conselho Técnico Científico (CTC), realizada no período de 20 a 23 de Outubro de 2008, em Brasília.

    O curso está sendo proposto em formato de associação ampla, com compartilhamento da infra-estrutura física e de pesquisas das instituições, bem como o uso de caráter complementar da pesquisa efetuada em cada um dos grupos envolvidos. De acordo com a proposta enviada ao Ministério da Educação (MEC), espera-se que o curso contribua para o fortalecimento da estrutura de capacitação e formação de recursos humanos demandados pelos diferentes elos da cadeia do leite. As instituições já colaboram entre si, através de parcerias científicas e projetos de extensão.

    De acordo com a Coordenadora de Pós-Graduação da UFJF, professora Maria Tereza de Assunção Freitas, a criação do curso é importante, pois é o primeiro Mestrado Profissionalizante do Estado e que envolve uma parceria entre três instituições renomadas, além de atender a uma demanda reprimida. O curso está locado na Faculdade de Farmácia e Bioquímica da UFJF, mas agrega profissionais de várias áreas como Biologia, Física e Química.

    Coordenado pelos professores Maria José Valenzuella Bell e Marco Antônio Furtado, o curso contará com a participação de docentes dos Departamentos de Física e Química. No projeto, a professora do Departamento de Física ressalta os principais pontos que levaram à proposta de criação do curso, motivado, principalmente, pela criação, em Juiz de Fora, do Pólo do Leite, pelo Governo do Estado em 2007.

    Na argumentação, a professora ressalta que o Brasil é o sexto produtor mundial de leite de vaca, com cerca de 28 milhões de toneladas produzidas em 2007 e o 13º em produtividade (em toneladas/vaca/ano), responde ainda por 66% do leite produzido no Mercosul e em função de sua extensão territorial, possui boas vantagens comparativas para a expansão da agricultura e da pecuária de leite sem provocar grandes pressões em preços de terra e de alimentos/ração. Além disso, alguns dos países produtores de leite, como Estados Unidos, Índia, Rússia, China, Nova Zelândia e Alemanha, enfrentam dificuldades quanto à incorporação de tecnologias, clima e aumento progressivo da população

    Com alta capacidade de geração de emprego e renda, o setor leiteiro tem papel preponderante no processo de inserção social e preservação de empregos nos meios rural e urbano. As expressivas taxas de crescimento na produção de leite no Brasil nos últimos anos, superiores às taxas de crescimento da demanda interna, indicam a possibilidade de o país torna-se um importante exportador de lácteos, com o incremento de vendas para o exterior de produtos de maior valor agregado, tais como, leite condensado, leite evaporado concentrado como adicionante de café, leite em pó fracionado para uso direto do consumidor, queijos finos de massa mofada, requeijões, entre outros.

    Embora sejam significativos os avanços e conquistas obtidos na última década, a cadeia produtiva do leite brasileira tem vários desafios técnicos e socioeconômicos a serem vencidos. O setor convive ainda com elevado grau de informalidade, principalmente no comércio de leite in natura e de queijos.

    Segundo Maria Valenzuella Bell, o cenário da região de Juiz de Fora é extremamente favorável à criação de um programa de Pós-Graduação do tipo de Mestrado Profissional. Seu objetivo será fornecer recursos humanos altamente qualificados para atender a crescente demanda da cadeia do leite e lembra que diversas ações articuladas pelo governo de Minas Gerais vêm estimulando o desenvolvimento de pesquisas nessa área como forma de tornar os produtos da cadeia do leite adequados às crescentes exigências do mercado nacional e internacional.

    Em 2007, por exemplo, foi criado o Pólo de Excelência do Leite em Derivados (PELD), com sede em Juiz de Fora, onde estão 14% das indústrias de laticínios do Estado e que tem como objetivo fortalecer a Zona da Mata mineira como centro de excelência nas pesquisas relativas à produção de leites e derivados.

    O Mestrado Profissional diferencia-se do Mestrado acadêmico no sentido de que está focado em um público preferencialmente de fora da academia e que tem por objetivo investir em qualificação profissional em pesquisa aplicada, produção de tecnologias e inovação dos processos de produção. O processo de seleção inicial oferecerá dez vagas e a comissão coordenadora será composta por dois membros de cada instituição.

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