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    Decorar é coisa do passado Nem mesmo as fórmulas os alunos devem decorar.
    O segredo é compreender o que se estuda

    Thiago Werneck
    Colaboração
    02/05/2007

    Foi se o tempo em que decorar a tabela periódica era essencial para tirar boas notas. Até mesmo as fórmulas de matemática, física e química não precisam estar mais na ponta da língua. O segredo é entender os números e fazer muitos exercícios, para naturalmente aprender as partes mais difíceis de cada matéria.

    "As provas estão cada vez mais difíceis e quem sabe as fórmulas, apenas através do macete, pode perder pontos preciosos em uma questão que exija raciocínio. O ideal é saber como chegar até a parte final, para não ser pego por uma das pegadinhas da prova", destaca o professor de química Marcelo Bonoto Marques (foto ao lado).

    O professor explica que os famosos versinhos criados com as letras das fórmulas podem deixar o aluno perdido na prova, se ele não tiver entendido a matéria. "Os macetinhos são clássicos de cursinho e é normal que muitos estudantes os utilizem para decorar fórmulas. Mas é preciso muito cuidado nessa hora. É preciso saber a relação de cada item, o que possibilita raciocínios lógicos em cada questão, porque o enunciado pode ser uma pegadinha. Apesar disso, muitos professores acreditam que isso ainda é correto", observa Marcelo.

    A opinião do professor de Física Luiz Augusto Dadalti Barroso é a mesma. "O estudante tem que entender, deduzir e analisar. Para quem estuda de forma correta, as fórmulas naturalmente são guardadas na cabeça. O aluno tem que interpretar. Decorar não adianta nada. Quem entende uma matéria tem todos os esquemas guardados e pode raciocinar em cima das questões", ressalta.

    Síntia de Oliveira Souza Segundo a professora de biologia, Síntia de Oliveira Souza (foto ao lado), o mínimo da matéria deve ser decorado. "Decorar nunca foi a postura certa, mas tem hora que não tem jeito. Fórmulas de biologia e das matérias de exatas tem que ser decoradas. Mas a dica é sempre entender antes, porque o aluno não pode perder o raciocínio da questão", conta.

    Síntia destaca que nas matérias de ciências humanas a decoreba já não funciona há algum tempo, mas lembra que é difícil escapar dela por completo. "Quem estuda história, por exemplo, tem que decorar as datas e alguns nomes importantes, mas o valor do raciocínio do que o aluno entende de cada assunto é muito maior", avalia.

    Carolina Por isso, a cada dia que passa a decoreba vai ficando para o passado. A estudante Jeisiane Oliveira da Silva (foto ao lado) foi aprovada no vestibular 2007 de enfermagem da UFJF. "Os que querem passar têm que ler muito, entender a matéria e sempre praticar exercícios. Não dá só para decorar. Têm fórmulas que não tem jeito, mas o melhor é tentar entender", ressalta Jeisiane.

    Não decorar ajuda evitar o famoso branco que costuma acontecer com algumas pessoas na hora da prova. "A decoreba é instantânea, mas é difícil em alguns casos não usá-la. Mas quem estuda e compreende a matéria sempre faz uma boa prova e precisa de menos esforço para decorar", destaca Jeisiane, que atualmente também dá aulas particulares.

    A futura enfermeira garante que não se "matou" de estudar, mas explica que separar um tempo do dia para estudo é essencial. "Sempre prestei atenção na matéria dentro da sala de aula e fiz os exercícios que os professores pediam. Primeiro entendo a matéria e decoro, algumas coisas que não guardo. Esse é o mesmo método que uso em minhas aulas particulares", conta Jeisiane.

    *Thiago Werneck é estudante de jornalismo da UFJF

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