Juiz de Fora - MG

Quinta-feira, 28 de agosto de 2008, atualizada às 17h31

Abaixo-assinado recolhe assinaturas contra a candidatura de políticos que respondem por crimes



Priscila Magalhães
Repórter

O Comitê de Cidadania, juntamente com cerca de 20 entidades de Juiz de Fora, está coletando assinaturas com o objetivo de pressionar o Congresso a votar a favor de mudanças na Lei de Inelegibilidade.

A iniciativa faz parte de uma ação nacional, promovida pelo Comitê de Combate à Corrupção Eleitoral. Um milhão e 300 mil assinaturas precisam ser enviadas à Brasília. Esse número corresponde a 1% do eleitorado nacional e é necessário, já que se trata de um projeto de iniciativa popular.

Se aprovado, o projeto de lei vai estender o prazo de inelegibilidade para oito anos que, atualmente, é de três e ainda estenderia o número de situações em que a candidatura seria proibida. "Vemos políticos cheios de processos se candidatando" , diz a coordenadora do movimento de combate à corrupção em Juiz de Fora, Déa Emília Andrade.

Segundo ela, esse tipo de movimento, em ano eleitoral, é importante já que a mudança nas regras de inelegibilidade é um desejo de muitos brasileiros. "Nesse anos, temos mais esperanças de que as coisas possam mudar", completa. As assinaturas vão ser enviadas para Brasília, onde haverá o primeiro levantamento no dia 06 de setembro.

A Arquidiocese de Juiz de Fora é uma das entidades envolvidas. Para o padre Marcelo de Souza Magalhães, da Igreja de São Mateus, a adesão dos fiéis foi importante e as listas já foram encaminhadas à Brasília. "Muitas pessoas assinaram. Elas ficaram atentas e preocupadas, porque a candidatura desses políticos é uma realidade".

Arquidiocese orienta contra propaganda eleitoral durante as missas

O arcebispo metropolitano, Dom Eurico dos Santos Veloso, divulgou um comunicado aos padres e paróquias da arquidiocese alertandos-os contra a propaganda eleitoral durante as missas. No texto, Dom Eurico diz que os padres não devem usar de ideologia político-partidária que possa condicionar suas atitudes.

O texto na íntegra diz: "A militância político-partidária dos padres conflita com a missão própria de configurado ao Cristo-Pastor. Por isso, para que a liberdade necessária aos ministros ordenados de anunciar o Evangelho com autêntico profetismo não seja comprometida, a Igreja afirma que os “pastores devem preocupar-se com a unidade, despojando-se da ideologia político-partidária que possa condicionar seus critérios e atitudes” (Puebla nº 524, 526; Doc. CNBB nº. 22; Ev. Nunt. n° 70 Doc. CNBB nº 75, n°. 41; cc. 285§ 3°., 287 2° ; Carta dos Bispos do Regional Leste II, de 05/06/08). A desobediência pode acarretar restrições ao Uso de Ordem".

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