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    A volta do sonho de viver de futebol Marina Loures, que estava jogando futebol por hobby nos últimos meses, revela que voltou a se sentir motivada ao ser selecionada para o time do Santos

    Aline Furtado
    Repórter
    3/2/2010

    Viver de futebol. Este sonho já esteve distante, mas há poucos dias, a jovem Marina Loures, 18 anos, foi selecionada entre 1.100 atletas para integrar o time feminino de futebol do Santos, conhecido como Sereias da Vila. "Este foi um incentivo e tanto! Nos últimos meses estava jogando apenas por hobby, devido à falta de incentivo ao esporte. Mas, ao ser selecionada, passei a me sentir motivada novamente."

    A jogadora conta que começou a jogar futebol aos 6 anos, sempre incentivada pelo pai, o professor de educação física Jorge Luiz Barbosa, que, na época, era dono de uma escolinha de futebol. "Aos 7 anos treinava com meninos e, desde aquele tempo, sinto que o preconceito existe, embora tenha diminuído."

    Segundo Marina, ao participar de um torneio na cidade, fazendo parte de um time de meninos, foi escalada para um jogo, só que não saiu do banco de reserva. "Estava lá para jogar, mas não entrei em campo por preconceito, infelizmente."

    A jovem já passou por diversas equipes de Juiz de Fora e disputou copas, torneios e campeonatos na cidade e na região. No ano passado, jogando pelo Esporte Clube Benfica, Marina teve oportunidade de atuar contra a Seleção Brasileira de Futebol Feminino Sub-20.

    SelecionadasNo próximo dia 22, a jogadora irá se apresentar ao clube do litoral paulista junto com outras cinco meninas, selecionadas ao lado da única representante de Minas Gerais. "Foi difícil passar por todas as peneiras. Eu, que jogo como meio-de-campo, tive que atuar como zagueira a pedido do treinador, mas acabei indo bem." Ela revela que ainda não tem a exata dimensão do fato de ter sido escolhida.

    Marina passará por um período de dez dias de adaptação, mas acredita estar bem preparada para ficar no time de Santos. "Meus treinos incluem natação, corrida e musculação. Tanto o lado físico quanto o lado emocional estão equilibrados", revela. Se depender do apoio dos pais, Marina vai muito longe. "Acredito que devemos fazer o que gostamos e o que nos deixa feliz. Nunca forcei nada. Ela joga futebol porque gosta, então, tem que buscar isso mesmo", incentiva a mãe, Cristina Loures.

    Para Marina, o fato de trabalhar com Kleiton Lima, técnico do Santos e treinador da Seleção Brasileira principal pode significar possibilidades futuras. "Sonho em conseguir uma vaga na seleção e o fato de estar lidando diretamente com ele pode me ajudar." Ainda que esteja sonhando alto, a jovem lembra as dificuldades e deixa um recado para as meninas que estão começando. "É preciso seguir em frente, ainda que haja preconceito e que o salário não seja tão bom no início. Espero estar abrindo portas para que o futebol feminino possa evoluir na cidade."

    Os textos são revisados por Madalena Fernandes

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