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    Sábado, 14 de dezembro de 2019, atualizada às 11h10

    Atleta Gedair Reis comemora 500 corridas

    Jorge Júnior
    Editor

    Neste domingo, o atleta Gedair Reis comemora 500 corridas em seu currículo, na Corrida Smart Fit. Natural de  Manhumirim, o juiz-forano de coração chegou na cidade com apenas 4 anos. Apesar de ter feito carreira em Juiz de Fora, Gedair nunca esquece de suas origens e durante a entrevista fez questão de destacar o seu berço.

    Servidor aposentado da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), voluntário e guia de portadores de necessidades especiais, Gedair é conhecido, também, por suas campanhas solidárias. Aliás, para comemorar esse marco, ele arrecada material escolar para as crianças do Bairro Santa Cecília. Os interessados em ajudar podem agendar a entregar pelo telefone (32) 98808-4029.

    Segundo ele, tudo começou em 1999. “Um médico me convenceu a praticar atividade física. Depois que passei mal no trabalho. No tratamento foi constatado que eu não estava bem de saúde e fazendo muito uso de medicamentos, então resolvi caminhar”.

    O atleta lembra que foram dois anos de longas caminhadas pelas ruas de Juiz de Fora, até que um dia ele começou a trotar (correr levemente) e, em 2002, já estava correndo. “Nesse período eu trabalhava na UFJF e o meu amigo, Widsley Alonso, era coordenador da equipe de funcionários da instituição e me convidou para entrar no time. No início, resisti, mas 2004 aceitei o desafio e completei 4,5km, na Corrida Saúde - Planatlhon  e quando cheguei no final, disse a ele: 'nunca mais me convide, não gostei''', risos.

    Porém, Gedair não imaginava que aquela má impressão era apenas o início de uma duradoura história de amor.

    Questionado sobre a representação do esporte em sua vida, ele não pensa duas vezes: “é um momento só meu (embora eu seja guia de pessoas especiais). Correndo aprendi a 'ouvir' meu corpo, minhas passadas e o coração. Também é um momento de socialização e confraternização, de conquistar novos amigos e solidificar antigas amizades”.

    Você imaginava que iria completar 500 corridas?

    Não foi um número buscado, ele chegou de mansinho, pouco a pouco, como conta-gotas. É prazer e até mesmo um pouco de dor. Quando eu acordei para a 500, ela já estava próxima. Ao completar as 400, o atleta Marcio Ramos Tannure me perguntou se eu ia buscar as 500, eu disse: só Deus sabe.

    O que mais mudou desde a sua primeira corrida?

    Muita coisa. Interna e externamente. Comecei a correr buscando qualidade de vida, para perder peso, diminuir as idas ao médico e também para superar uma profunda tristeza com a morte da minha mãe. Eu precisava de um estímulo para continuar a viver. A atividade física é encantadora, além de um santo remédio.

    Depois de conquistar alguns títulos e ser reconhecido como um dos melhores maratonistas, aprendi a ser guia. Este foi, com certeza, um dos momentos mais difíceis para mim: trocar o pódio dos “vitoriosos”,  para ser simplesmente mais um guia. E não me arrependo, ganhei e ganho muito mais ao doar.

    O momento mais marcante da sua carreira de atleta?

    A incerteza de voltar a correr após a cirurgia, aliada ao imenso carinho da família e de amigos das corridas, naqueles dias de lágrimas e dor. Os primeiros passos como guia de deficiente visual, além de ter sido um dos condutores da Tocha Olímpica em Juiz de Fora. Também tenho muito orgulho de ser reconhecido nas corridas como o “corredor da Federal de JF”.

    Destaco também as 10 Milhas da Garoto 2019, em que fiquei em terceiro lugar e quando me aproximo da linha de chegada com um deficiente visual. Neste instante não sei quem é o guia ou quem é o guiado.

    A corrida mais difícil que você já participou?

    Os 30,5 km de Guarani (MG), pela dificuldade do percurso; a Meia Maratona de Piau e a primeira Maratona em Curitiba, que apesar de completá-la com 3h18 foi e continua sendo uma prova difícil.

    Mesmo com toda essa experiência, tem alguma prova que você ainda não participou?

    Fiz mais de 200 viagens em Minas e por diversos estados brasileiros. Não tenho ambição para correr fora do país, mas gostaria de participar de corridas em cidades históricas.

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