Matheus Brum Matheus Brum 21/09/2015

Velhos Fantasmas

esporteConfesso que ao longo de 2015 tenho evitado assistir jogos do Flamengo, por um motivo puro e simples: o time não me inspira nenhuma confiança. Ao mesmo tempo que sou torcedor, sou analista, então quando há algum jogo melhor que o do meu time do coração, opto por acompanhar um bom futebol, que está raro em terras tupiniquins. Porém, nos embalos das seis vitórias consecutivas, tirei essa semana para acompanhar o Mengão, contra o Coritiba e Atlético-MG. Olha, confesso que foi uma das piores escolhas que fiz.

De antemão, quero deixar claro que não coloco as duas derrotas na "conta" do Oswaldo de Oliveira. Talvez, o que tenha tornado os revezes traumáticos tenha sido o oba-oba criado pela sequência de bons resultados. Tanto na partida no meio de semana, quanto essa no Horto, o rubro-negro ressuscitou fantasmas que desde a chegada do ex-treinador do Palmeiras estavam "mortos". Falo da falta do controle e criatividade no meio de campo e dos problemas defensivos, principalmente na bola aérea.

Desde que me entendo por gente, o Flamengo tem problemas defensivos. É uma daquelas características que acompanham um time. Por exemplo: se o Barcelona é caracterizado pelo tiki-taka, o Real Madrid pelas contratações caras e futebol ofensivo e a Juventus pela velha máxima defensiva italiana, o "Mais Querido" é marcado por zagas fracas que tomam muitos gols de bola parada. Dos diversos beques que formaram duplas e trios à frente dos nossos goleiros, poucas me trazem boas recordações (fazendo um exercício rápido de memória, só lembro de Fábio Luciano e Ronaldo Angelim e Álvaro e Ronaldo Angelim).

A partir do momento que chegamos a conclusão de que esse problema é crônico, não podemos colocar única e exclusivamente na conta do treinador, por mais que alguns, como o Cristovão, tenha sua passagem marcada por consecutivas falhas de marcação, que, consequentemente, geraram vários memes na internet como o "falpênalti" e o "escanpenâlti", criados pela página "Flamengo da Depressão".

Foram dois jogos muito fracos técnica e taticamente feitos pelo time da Gávea. Além do problema na marcação, faltou consistência no meio de campo e articulação de jogadas ofensivas que terminassem em lances perigosos. Tudo isso serve para frear a empolgação do torcedor, que já estava se sentindo em 2009. Por mais triste que seja, temos que admitir que os acontecimentos daquele campeonato nunca mais irão se repetir. Nesse ano, o título já está nas mãos do Corinthians, e o máximo que o Fla pode conseguir é uma vaguinha na Libertadores do ano que mesmo. Caso consiga, vai ter superado em muito a expectativa para essa temporada, que nas mãos de Luxemburgo e Cristovão, se desenhava de forma bem mais trágica.
Por mais críticas que Oswaldo sofra pelas torcidas de times que já dirigiu, o considero uma ótima escolha para o patamar do Flamengo hoje. Mesmo sabendo que as seis vitórias não significavam que tínhamos o melhor time do mundo, houve uma evolução da equipe. Porém, assim como nas histórias de terror, os fantasmas sempre voltam para nos assombrar.

Outros destaques

1º - Tupi vai até o Paraná e é derrotado pelo Londrina. Com o revés por 3 a 0, o Galo perdeu a liderança do Grupo B da Série C e chega na última rodada precisando pontuar contra o Brasil de Pelotas para terminar a fase de grupos em primeiro ou segundo, para garantir o jogo decisivo em Juiz de Fora. Além da derrota, o time da terrinha tem que lidar com os desfalques de Genalvo e Fabrício Soares, que receberam o terceiro cartão amarelo. Por conta da política de não forçar a suspensão automática antes de conseguir a classificação, o técnico Léston Júnior chega para a última partida da fase de grupos com seis jogadores pendurados: Glaysson, Sidimar, Bruno Ré, Felipe Alves, Carlos Renato e Kaio Wilker. Ou seja, podemos ter ausências importantes para as partidas do acesso.

2º - Vettel relembra tempos de RBR e conquista vitória em Cingapura. Ao subir ao degrau mais alto do pódio, alemão ultrapassou Ayrton Senna e se tornou o terceiro maior vencedor da história da Fórmula 1 (42 a 41). Além disso, com o primeiro lugar e o abandono de Hamilton, diminuiu para 49 pontos a diferença e diz sonhar com o título (http://globoesporte.globo.com/motor/formula-1/noticia/2015/09/vettel-domina-tumultuada-corrida-em-cingapura-massa-e-hamilton-quebram.html).


Matheus Brum nascido e criado em Juiz de Fora, jornalista em formação pela Universidade Federal de Juiz de Fora, e desde criança, apaixonado pelo Flamengo e por esportes. Atualmente é escritor do blog "Entre Ternos e Chuteiras", estagiário da Rádio CBN Juiz de Fora e editor e apresentador do programa Mosaico é nascido e criado em Juiz de Fora. -
Matheus Brum Matheus Brum 21/09/2015

Velhos Fantasmas

esporteConfesso que ao longo de 2015 tenho evitado assistir jogos do Flamengo, por um motivo puro e simples: o time não me inspira nenhuma confiança. Ao mesmo tempo que sou torcedor, sou analista, então quando há algum jogo melhor que o do meu time do coração, opto por acompanhar um bom futebol, que está raro em terras tupiniquins. Porém, nos embalos das seis vitórias consecutivas, tirei essa semana para acompanhar o Mengão, contra o Coritiba e Atlético-MG. Olha, confesso que foi uma das piores escolhas que fiz.

De antemão, quero deixar claro que não coloco as duas derrotas na "conta" do Oswaldo de Oliveira. Talvez, o que tenha tornado os revezes traumáticos tenha sido o oba-oba criado pela sequência de bons resultados. Tanto na partida no meio de semana, quanto essa no Horto, o rubro-negro ressuscitou fantasmas que desde a chegada do ex-treinador do Palmeiras estavam "mortos". Falo da falta do controle e criatividade no meio de campo e dos problemas defensivos, principalmente na bola aérea.

Desde que me entendo por gente, o Flamengo tem problemas defensivos. É uma daquelas características que acompanham um time. Por exemplo: se o Barcelona é caracterizado pelo tiki-taka, o Real Madrid pelas contratações caras e futebol ofensivo e a Juventus pela velha máxima defensiva italiana, o "Mais Querido" é marcado por zagas fracas que tomam muitos gols de bola parada. Dos diversos beques que formaram duplas e trios à frente dos nossos goleiros, poucas me trazem boas recordações (fazendo um exercício rápido de memória, só lembro de Fábio Luciano e Ronaldo Angelim e Álvaro e Ronaldo Angelim).

A partir do momento que chegamos a conclusão de que esse problema é crônico, não podemos colocar única e exclusivamente na conta do treinador, por mais que alguns, como o Cristovão, tenha sua passagem marcada por consecutivas falhas de marcação, que, consequentemente, geraram vários memes na internet como o "falpênalti" e o "escanpenâlti", criados pela página "Flamengo da Depressão".

Foram dois jogos muito fracos técnica e taticamente feitos pelo time da Gávea. Além do problema na marcação, faltou consistência no meio de campo e articulação de jogadas ofensivas que terminassem em lances perigosos. Tudo isso serve para frear a empolgação do torcedor, que já estava se sentindo em 2009. Por mais triste que seja, temos que admitir que os acontecimentos daquele campeonato nunca mais irão se repetir. Nesse ano, o título já está nas mãos do Corinthians, e o máximo que o Fla pode conseguir é uma vaguinha na Libertadores do ano que mesmo. Caso consiga, vai ter superado em muito a expectativa para essa temporada, que nas mãos de Luxemburgo e Cristovão, se desenhava de forma bem mais trágica.
Por mais críticas que Oswaldo sofra pelas torcidas de times que já dirigiu, o considero uma ótima escolha para o patamar do Flamengo hoje. Mesmo sabendo que as seis vitórias não significavam que tínhamos o melhor time do mundo, houve uma evolução da equipe. Porém, assim como nas histórias de terror, os fantasmas sempre voltam para nos assombrar.

Outros destaques

1º - Tupi vai até o Paraná e é derrotado pelo Londrina. Com o revés por 3 a 0, o Galo perdeu a liderança do Grupo B da Série C e chega na última rodada precisando pontuar contra o Brasil de Pelotas para terminar a fase de grupos em primeiro ou segundo, para garantir o jogo decisivo em Juiz de Fora. Além da derrota, o time da terrinha tem que lidar com os desfalques de Genalvo e Fabrício Soares, que receberam o terceiro cartão amarelo. Por conta da política de não forçar a suspensão automática antes de conseguir a classificação, o técnico Léston Júnior chega para a última partida da fase de grupos com seis jogadores pendurados: Glaysson, Sidimar, Bruno Ré, Felipe Alves, Carlos Renato e Kaio Wilker. Ou seja, podemos ter ausências importantes para as partidas do acesso.

2º - Vettel relembra tempos de RBR e conquista vitória em Cingapura. Ao subir ao degrau mais alto do pódio, alemão ultrapassou Ayrton Senna e se tornou o terceiro maior vencedor da história da Fórmula 1 (42 a 41). Além disso, com o primeiro lugar e o abandono de Hamilton, diminuiu para 49 pontos a diferença e diz sonhar com o título (http://globoesporte.globo.com/motor/formula-1/noticia/2015/09/vettel-domina-tumultuada-corrida-em-cingapura-massa-e-hamilton-quebram.html).


Matheus Brum nascido e criado em Juiz de Fora, jornalista em formação pela Universidade Federal de Juiz de Fora, e desde criança, apaixonado pelo Flamengo e por esportes. Atualmente é escritor do blog "Entre Ternos e Chuteiras", estagiário da Rádio CBN Juiz de Fora e editor e apresentador do programa Mosaico é nascido e criado em Juiz de Fora.
Matheus Brum Matheus Brum 21/09/2015

Velhos Fantasmas

esporteConfesso que ao longo de 2015 tenho evitado assistir jogos do Flamengo, por um motivo puro e simples: o time não me inspira nenhuma confiança. Ao mesmo tempo que sou torcedor, sou analista, então quando há algum jogo melhor que o do meu time do coração, opto por acompanhar um bom futebol, que está raro em terras tupiniquins. Porém, nos embalos das seis vitórias consecutivas, tirei essa semana para acompanhar o Mengão, contra o Coritiba e Atlético-MG. Olha, confesso que foi uma das piores escolhas que fiz.

De antemão, quero deixar claro que não coloco as duas derrotas na "conta" do Oswaldo de Oliveira. Talvez, o que tenha tornado os revezes traumáticos tenha sido o oba-oba criado pela sequência de bons resultados. Tanto na partida no meio de semana, quanto essa no Horto, o rubro-negro ressuscitou fantasmas que desde a chegada do ex-treinador do Palmeiras estavam "mortos". Falo da falta do controle e criatividade no meio de campo e dos problemas defensivos, principalmente na bola aérea.

Desde que me entendo por gente, o Flamengo tem problemas defensivos. É uma daquelas características que acompanham um time. Por exemplo: se o Barcelona é caracterizado pelo tiki-taka, o Real Madrid pelas contratações caras e futebol ofensivo e a Juventus pela velha máxima defensiva italiana, o "Mais Querido" é marcado por zagas fracas que tomam muitos gols de bola parada. Dos diversos beques que formaram duplas e trios à frente dos nossos goleiros, poucas me trazem boas recordações (fazendo um exercício rápido de memória, só lembro de Fábio Luciano e Ronaldo Angelim e Álvaro e Ronaldo Angelim).

A partir do momento que chegamos a conclusão de que esse problema é crônico, não podemos colocar única e exclusivamente na conta do treinador, por mais que alguns, como o Cristovão, tenha sua passagem marcada por consecutivas falhas de marcação, que, consequentemente, geraram vários memes na internet como o "falpênalti" e o "escanpenâlti", criados pela página "Flamengo da Depressão".

Foram dois jogos muito fracos técnica e taticamente feitos pelo time da Gávea. Além do problema na marcação, faltou consistência no meio de campo e articulação de jogadas ofensivas que terminassem em lances perigosos. Tudo isso serve para frear a empolgação do torcedor, que já estava se sentindo em 2009. Por mais triste que seja, temos que admitir que os acontecimentos daquele campeonato nunca mais irão se repetir. Nesse ano, o título já está nas mãos do Corinthians, e o máximo que o Fla pode conseguir é uma vaguinha na Libertadores do ano que mesmo. Caso consiga, vai ter superado em muito a expectativa para essa temporada, que nas mãos de Luxemburgo e Cristovão, se desenhava de forma bem mais trágica.
Por mais críticas que Oswaldo sofra pelas torcidas de times que já dirigiu, o considero uma ótima escolha para o patamar do Flamengo hoje. Mesmo sabendo que as seis vitórias não significavam que tínhamos o melhor time do mundo, houve uma evolução da equipe. Porém, assim como nas histórias de terror, os fantasmas sempre voltam para nos assombrar.

Outros destaques

1º - Tupi vai até o Paraná e é derrotado pelo Londrina. Com o revés por 3 a 0, o Galo perdeu a liderança do Grupo B da Série C e chega na última rodada precisando pontuar contra o Brasil de Pelotas para terminar a fase de grupos em primeiro ou segundo, para garantir o jogo decisivo em Juiz de Fora. Além da derrota, o time da terrinha tem que lidar com os desfalques de Genalvo e Fabrício Soares, que receberam o terceiro cartão amarelo. Por conta da política de não forçar a suspensão automática antes de conseguir a classificação, o técnico Léston Júnior chega para a última partida da fase de grupos com seis jogadores pendurados: Glaysson, Sidimar, Bruno Ré, Felipe Alves, Carlos Renato e Kaio Wilker. Ou seja, podemos ter ausências importantes para as partidas do acesso.

2º - Vettel relembra tempos de RBR e conquista vitória em Cingapura. Ao subir ao degrau mais alto do pódio, alemão ultrapassou Ayrton Senna e se tornou o terceiro maior vencedor da história da Fórmula 1 (42 a 41). Além disso, com o primeiro lugar e o abandono de Hamilton, diminuiu para 49 pontos a diferença e diz sonhar com o título (http://globoesporte.globo.com/motor/formula-1/noticia/2015/09/vettel-domina-tumultuada-corrida-em-cingapura-massa-e-hamilton-quebram.html).


Matheus Brum nascido e criado em Juiz de Fora, jornalista em formação pela Universidade Federal de Juiz de Fora, e desde criança, apaixonado pelo Flamengo e por esportes. Atualmente é escritor do blog "Entre Ternos e Chuteiras", estagiário da Rádio CBN Juiz de Fora e editor e apresentador do programa Mosaico é nascido e criado em Juiz de Fora.