Lipoaspiração Cirurgia para tratamento da gordura localizada é cada vez mais procurado entre os brasileiros. Para obter bons resultados, deve-se ter cuidados


Priscila Magalhães
Repórter
15/12/2007

É grande o número de pessoas que se olham no espelho e acham que alguma coisa precisa ser mudada no corpo. Os brasileiros estão cada vez mais vaidosos e o país já é o segundo no ranking de cirurgia plástica. E entre todas elas, a lipoaspiração é a mais procurada. "O preço está caindo e as pessoas estão fazendo mais. Tem até fila e eu fiquei quase um mês esperando depois que decidi fazer", diz Tassiana Rossignoli.

O cirurgião plástico, Raphael Barreto Campos (foto abaixo), diz que a lipoaspiração é um procedimento muito realizado em associação com outros métodos, como implante mamário, por exemplo. "Se a mulher coloca silicone nos seios, ela acaba tirando gordura da lateral das axilas. É por isso que do total de cirurgias plásticas, 80% tem lipoaspiração associada", explica.

O médico alerta que a lipo, como é mais conhecida, não é um procedimento para perda de peso, mas para perda de gordura. "Tratamos a gordura localizada e não o emagrecimento. Para um bom resultado é necessário que métodos, como exercícios físicos e uma dieta equilibrada sejam associadas ao dia-a-dia".

Tassiana, que não foi operada por Raphael, tem a mesma opinião. "Não é uma cirurgia que faz perder peso. Ela modela o corpo. Fiz, porque tinha estômago alto e isso me incomodava desde quando fazia balé. Quando eu me sentava, apareciam dois gominhos na minha barriga, então tirei gordura da área do estômago. Nada resolvia esse problema".

Resultados gratificantes

foto do médico O bom resultado depende de alguns cuidados tomados antes e depois da cirurgia (veja o vídeo). "É um procedimento que traz resultados gratificantes quando bem indicada. Como é necessário que a pessoa esteja no peso ideal, ela precisa fazer exercícios físicos, uma dieta e, o principal, estar certa de que realmente precisa fazer".

Para depois, o médico indica a drenagem linfática e, depois de 30 dias, a atividade física leve. "Quando a recuperação já tiver acontecido, deve-se fazer exercícios físicos normalmente para manter o resultado. Tomar sol, só depois que todas as manchas roxas já tiverem sumido, cerca de 60 dias depois do procedimento".

O pós-operatório de Tassiana foi muito tranqüilo. Segundo ela, usou uma cinta durante dois meses para modelar a região e fez drenagem linfática. "A drenagem é importante, porque tirou as impurezas do meu corpo. A cirurgia deixa alguns nódulos e a drenagem ajuda a eliminá-los", comenta.

De zero a dez, a nota que Tassiana dá para o resultado da sua cirurgia é seis. "Não ficou como eu esperava. Melhorou muito, mas achei que ia ficar com um corpão. Acho que deveria ter tirado uma quantidade maior de gordura. Hoje em dia não faria de novo, porque o que me incomoda pode ser resolvido com exercícios e dieta".

Para evitar resultado insatisfatório, como o de Tassiana, o médico orienta um plano cirúrgico bem explicado à paciente, para que o resultado proporcionado pela cirurgia não fique distante do esperado. "Aconselho que a Tassiana procure o médico que a operou, pois, em alguns casos, podem surgir pequenas assimetrias de três a seis meses após a lipo. Isso acontece, porque o edema dos tecidos está cedendo".

Essas assimetrias podem ser corrigidas em um segundo tempo cirúrgico, sendo realizado, na maior parte das vezes, com anestesia local e sem hospitalização. "O paciente é operado e vai embora andando para casa", completa ele.

Sem medo

O cirurgião plástico diz que a lipo é um procedimento que oferece riscos como qualquer outro. Mas para garantir a segurança do paciente, alguns detalhes precisam ser observados. "A quantidade de gordura retirada não pode ultrapassar 7% do peso corporal. Assim, se uma pessoa pesa 50 quilos, podemos tirar até 3,5 litros de gordura. A área trabalhada também não pode exceder 40% da superfície corporal, por isso o paciente não pode fazer várias áreas ao mesmo tempo".

Antes da cirurgia é importante que o médico saiba de tudo o que está acontecendo com o paciente e também seu histórico médico. "Perguntamos se ele tem alergia a algum medicamento, anestesia, se tem algum distúrbio hematológico e se usa algum medicamento e ainda é necessário fazer um bom pré-operatório. Mulheres em época menstrual não podem ser operadas e os medicamentos, por mais simples que sejam, devem ser suspensos com vários dias de antecedência".

Por se tratar de um procedimento cirúrgico e, por isso, com certo risco, Tassiana optou por operar em um hospital. "Fiz muitos exames antes e, durante a cirurgia, além do médico, tinha um anestesista a minha disposição para medir os batimentos cardíacos, a freqüência e intervir em qualquer sinal de complicação. No hospital temos todos os aparelhos necessários", diz.

E o médico completa. "O hospital é um ambiente onde circulam médicos de todas as áreas, o que oferece um ambiente muito mais seguro, por isso, o ideal é fazer em um hospital bem equipado".


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