Limpeza de pele deve ser orientada por especialista Aparentemente simples, o processo requer cuidados especiais,
adequados a cada tipo de pele

Marinella Souza
*Colaboração
Madalena Fernandes
Revisão
21/10/2008

Não são raros os casos de pessoas que fizeram uma limpeza de pele do rosto e ao invés de melhorarem, acabam piorando, tendo manchas vermelhas, ardência ou coceira como resultado. Segundo a médica especialista em medicina estética, Adriana Ritti (foto abaixo, à esquerda), isso acontece porque pessoas sem preparo se arriscam a fazer esse procedimento.

"A simplicidade do processo leva as pessoas a se arvorarem a fazer e é aí que acontecem os problemas", diz. Para a médica, o primeiro passo para se fazer uma limpeza de pele adequada é procurar clínicas especializadas, com profissionais preparados e treinados para esse tipo de tratamento.

Antes de se fazer a limpeza, é necessária uma avaliação prévia da condição da pele da pessoa, porque nem sempre existe indicação. Adriana explica que a pele é um órgão muito complexo e caso esteja com lesões, como alergias ou acne externas, a limpeza não pode ser realizada.

A médica especialista em medicina estética, Maria Augusta Torres (foto abaixo, à direita), alerta que, antes da limpeza propriamente dita, é preciso fazer um tratamento clínico e domiciliar no caso de a pele estar com muitos cravos ou espinhas. Foto de Adriana Ritti "Em alguns casos, é preciso o uso de produtos específicos para que a limpeza de pele seja mais eficaz. Se você fizer a limpeza em uma pele muito lesionada, a dor vai ser muito grande e o resultado não vai ser o melhor."

Outro detalhe para o qual Adriana chama a atenção é quanto à associação de produtos durante a limpeza de pele. Segundo ela, isso pode gerar processos alérgicos sérios, que deixam manchas no rosto.

Por que limpar a pele?

A limpeza de pele deve ser feita porque a pele se renova a cada 28 dias e a camada de células mortas permanece dando aspecto de uma pele mais grossa, oleosa e desidratada. Os objetivos desse tratamento são a elminação de impurezas, desobstrução dos poros, retirada de células mortas e o não-surgimento de cravos e espinhas. Para isso, o especialista usa sabonete, vapor, produtos cicatrizantes, anti-sépticos, máscaras calmantes e protetor solar para finalizar.

Em cada tipo de pele são usados produtos próprios e é comum o aparecimento de pequenas manchas vermelhas durante dois ou três dias após o procedimento. Espinhas também são normais, porque a limpeza mexe com as glândulas. A periodicidade do tratamento depende do tipo de pele do indivíduo.

Peles oleosas necessitam de uma limpeza mensal, enquanto as normais, secas e mistas, podem esperar três meses para uma próxima sessão. Feita a limpeza na clínica especializada, é preciso que a pessoa faça a manutenção do tratamento em casa. Isso envolve cuidados específicos para cada tipo de pele.

Foto de Maria Augusta Torres As oleosas, por exemplo, devem ser lavadas duas vezes ao dia com sabonetes neutros e jamais devem ser expostas a cremes. Todos os produtos para esse tipo de pele, inclusive os filtros solares, devem ser à base de gel.

Para as peles secas e normais, está vetado o uso de sabonete porque eles retiram a oleosidade, mas as substâncias cremosas estão liberadas, desde que sob orientação médica. Para as peles mistas, nem creme, nem gel; existe um produto chamado gel-creme que é o mais indicado para esse tipo de pele.

Segundo Adriana e Maria Augusta, esses procedimentos são fundamentais porque evitam o surgimento de cravos e espinhas e mantêm a hidratação da pele. Adriana alerta para o risco de se usar produtos encontrados em farmácia ou comprados de revendedoras, mesmo as de marcas consagradas. Sem a devida orientação, eles podem causar alergias ou mesmo manchas na pele.

Para Adriana, as pessoas deveriam incluir a limpeza de pele em sua rotina, assim como escovar os dentes ou tomar banho, mas ressalta que, caso a pessoa não faça, os efeitos são eminentemente estéticos. "Para ser saudável, a pele não pode ser nem muito oleosa, nem muito seca, deve estar equilibrada", orienta.

Maria Augusta ensina que não há idade específica para começar a fazer esse tipo de tratamento e também não há limite cronológico para o mesmo. "Normalmente, as preocupações com a pele surgem na puberdade, quando há uma enxurrada de hormônios que provocam as espinhas. E a pele mais velha fica mais bonita quando passa por uma limpeza", garante.

Profissão e limpeza de pele

Maria Augusta destaca que o tipo de trabalho que a pessoa exerce influencia na periodicidade da limpeza de pele, "porque influi na oleosidade da pele. Pessoas que trabalham em ambientes quentes, por exemplo, aumentam a oleosidade e aquelas expostas ao ar condicionado têm a pele mais seca".

*Marinella Souza é estudante de Comunicação na UFJF

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