Amigo mais que amigo Há séculos ouvimos o ditado: "O cão é o melhor amigo do homem".
Hoje, comprovamos essa amizade de perto.

Djenane Pimentel
27/08/2004
O professor Márcio Guerra fala sobre suas cadelinhas, e que a cria de uma - Sthefany - está com a atriz Suzana Vieira

Ouça!

Bartolo - filho da Funny Até pouco tempo atrás, muitas pessoas ainda torciam o nariz ao ouvir histórias de gente que dorme com o cãozinho, dança com o papagaio e brinca de bola com o gatinho. Hoje, pode-se comprovar que estas reações estão bem menos dramáticas. Para acabar com a solidão, não só nas grandes cidades, as pessoas estão cada vez mais decididas a ter um bichinho de estimação e os cães têm preferência absoluta nesta escolha.

"Essas criaturinhas são donas de sentimentos genuínos e de uma sensibilidade incrível", diz a assistente administrativa, Raquel Nascimento, dona dos cães Lyon Silas e Bug.

Tanto Lyon Silas - mistura de poodle com cocker spaniel - quanto Bug - um pastor canadense - têm quatro meses. Os dois nasceram em abril deste ano, e foram ainda novinhos para a casa de Raquel. Ela, que já já teve vários cachorros, conta que cada um tem seu jeitinho, sua personalidade.

Lyon Silas e Bug "O Lyon, por ser menor, é mais dengoso, adora colo, não se irrita. Já o Bug parece bravo, espanta, mas é muito manso também. Ele é muito sensitivo, percebe quando não estamos bem e é muito carinhoso. Mas, pelo tamanho, é meio abrutalhado...

Raquel diz que se diverte com as bagunças dos dois, que parecem os personagens do filme Irmãos Gêmeos, vividos pelos atores Arnold Schwarzenegger e Danny DeVito, um tão grande e outro tão pequenininho.

"O mais gostoso é que eles gostam muito da gente e demonstram isso. Se eu vou até a esquina, quando volto, eles já fazem uma festa enorme. Parece que não me vêem há dias!", conta. Apesar da diferença entre as raças, Raquel conta que eles se dão muito bem. "Parece que um adotou o outro como irmão, sabe".

Amor pelo que se faz

Funny e família Um caso interessante é o de Rogério Freguglia. Formado em Economia, ele deixou o trabalho como economista, para se dedicar inteiramente ao amor pelos cães. Abriu um pet shop. "Sempre gostei de animais e sempre tive cachorros. Quando me formei, comecei a trabalhar com economia, mas, depois de um certo tempo, vi que não estava satisfeito. Daí, decidi economizar e abrir esta loja. Aqui, estou fazendo o que gosto e estou feliz", admite.

Sandy Dono de uma basset hound - Funny, com 3,5 anos - Rogério trata a cadelinha com o maior carinho. Tanto que não aguentou e acabou ficando com uma de suas filhinhas, Sandy, hoje com um aninho, da primeira cria de Funny. Bem, ainda estamos na primeira cria...

O professor da UFJF, Márcio Guerra, é outro apaixonado pelos cães. Cães, não, desculpe! Filhas! É assim que ele as trata, e, como tal, não deixa de dar tudo do bom e do melhor às cinco meninas da casa: Priscila, Victória, Thyfany , Sthefany e Sofia - três Shitzu e duas York Shire.

Lacinhos, roupinhas, alimentação com ração importada, bifinhos para cães, biscoitos de bacon, carne, frango, pão, chocolate... "Além da comida delas, acabo sempre dando um pedacinho do que estou comendo também".


Priscila

Victória

Thyfany

Sthefany

Sofia

Geralmente, os pais nunca admitem que têm preferência por um filho a outro. Mas Márcio confessa: "A Priscila (de 7 anos) foi a primeira a chegar, então é a minha preferida. Ela é inteligente, adora ver futebol comigo, participa de tudo na casa".

Márcio já fez festas de aniversário para elas e, no Natal, nunca deixa de comprar os presentinhos das crianças. Todas, segundo ele, são muito tranqüilas, quase não latem, fazem xixi e cocô em lugares apropriados e são uma companhia maravilhosa. "Cada uma com sua personalidade, elas acabam preenchendo a nossa vida. Quem torce o nariz para isso, é porque nunca teve um animal de estimação", afirma.

Cachorro é alegria

Teka, Sandro e sobrinho Sandro Vieira possui a cadela Teka, da raça Colie, há 11 anos. "Ela é uma alegria pra gente", afirma. Teka dorme debaixo da cama de Sandro, brinca de esconde-esconde, adora bombom de chocolate, ganha presente de natal de toda a família e participa das festas na casa.

De acordo com Sandro, ela adora visitas. Ele também conta que ela lê lábios. Quando ela o está atrapalhando em alguma coisa, fala a frase mágica: "Vou papar o seu papá", somente com os lábios, e ela corre pro lado da comida, deixando-o em paz.

Ignêz Cota Pereira conta que Lara chegou em sua casa aos 45 dias, ainda mamando. A poodle, hoje com um ano e cinco meses, foi tratada com chuquinha. "Nossa casa parou. Ficamos por conta dela: comida, roupinhas, acessórios, vacinas, veterinários, shampoos...

Lara, Ignêz e sua irmã, Ana Ignêz ainda tem, até hoje, os primeiros dentinhos que caíram de Lara. "A gente ficava preocupado para ela não engolir os dentes", conta.
Com 10 meses veio a surpresa: a menstruação. Absorvente nela.

A Brincalhona, Lara mudou os hábitos da família de Ignêz. Muito vaidosa, vive limpinha (pois dorme na cama da dona), sempre tosada, perfumada e com seus acessórios de beleza. "Ela tem personalidade forte, mas é muito carinhosa. Mudou a nossa vida", orgulha-se.

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