Deixe o aluguel para trás Saiba como estão as principais regras de financiamento


Thiago Werneck
Repórter
14/11/2007

Em tempos de dificuldades financeira, adquirir uma casa própria através de um financiamento é melhor saída para deixar para trás o aluguel. Para quem não tem todo o dinheiro para comprar um imóvel ou mesmo construir sua casa, a saída é recorrer a uma linha de crédito imobiliária.

Para quem está interessado, uma regra básica deve ser respeitada: a comprovação de renda. Para conseguir financiar o cliente deve levar ao banco documentos de identidade e CPF e ainda ter documentos que comprovem sua renda mensal(confira no vídeo acima).

O valor de cada prestação mensal pode valer no máximo 30% da renda bruta da pessoa que solicita o empréstimo. Ou seja, quem tem um salário de R$ 2 mil, vai poder pagar por mês uma prestação de no máximo R$ 600. Assim quanto menor o salário, uma quantia menor pode ser emprestada.

A primeira dica é procurar esses recursos antes mesmo de saber qual imóvel vai comprar. Além de ganhar tempo, você vai poder contar com o dinheiro que já possui, no momento em que precisar.

Foto de notas O ideal é fazer uma análise detalhada de que tipo de financiamento sua renda comporta e de qual banco oferece menores juros e prazos. Com o acordo concluído, o cliente deve pagar o empréstimo de acordo com as normas específicas do crédito imobiliário que está fazendo, em prazo determinado e pagando prestações mensais definidas pelo cálculo feito antes do contrato.

O financiamento de imóveis passa por regras e exigências próprias impostas pelo Banco Central. Todas as instituições que oferecem esse serviço devem seguir essas diretrizes. O valor a ser emprestado depende da capacidade de pagamento do cliente.

A idade mínima para conseguir financiamento é de 21 anos e a máxima é calculada somando a idade do cliente com o tempo de financiamento: a soma não pode ultrapassar os 75 anos. Ou seja, alguém que tenha 60 anos, pode conseguir financiar um imóvel, pagando as prestações em um prazo de 15 anos.

Juros e valores

As taxas de juros e os valores de cada parcela do financiamento variam muito, dependendo da renda, do valor do imóvel e do banco que é procurado. Mas, em média, as formas gerais não se alteram muito, porque as regras são ditadas pelo Banco Central.

A forma de financiamento mais procurada acontece com recursos do Fundo de Garantida do Trabalhador (FGTS). Nesse caso, o valor do imóvel, novo ou usado, pode ser avaliado em no máximo R$ 80 mil e uma obra de construção, ampliação ou reforma em no máximo R$ 70 mil.

Nesses moldes, o financiamento pode ser feito para pessoas que têm renda mensal entre R$ 380 e R$ 3.900. A vantagem é que os juros são menores. A taxa chega a ser de 6% ao ano, para aqueles que têm renda menor que R$ 1875 e de 8,16% para que ganha até R$ 3.900. Essa forma é usada para facilitar que pessoas de baixa renda consigam adquirir casa própria.

Foto de uam casa Para quem tem renda superior a de R$ 3.900, a solução é entrar em outro sistema de empréstimo: Linha de Crédito Imobiliário do Sistema Brasileiro de Poupança Empréstimo (SBPE). Nesse caso, o dinheiro emprestado é retirado da poupança e os juros variam de 12,19% à 10,02%, dependendo do valor retirado, da forma de pagamento e se as parcelas vão ser pré ou pós fixadas.

Nesse caso, o valor financiado pode ser de até R$ 245 mil e pode ser investida em imóveis avaliados em até R$ 350 mil. As parcelas pré-fixadas têm juros maior, porque não sofrem variação ao longo do contrato e tem valor fixo durante todas as parcelas que podem ser pagas.

É importante observar que pessoas jurídicas podem conseguir financiamento, mas com outras regras. Além disso, o sistema feito pelo FGTS vai alterado, a partir de janeiro de 2008. A partir dessa data a renda máxima vai aumentar para R$ 4.900, desde que tenham conta de FGTS há três anos.

O valor de R$ 1 bilhão foi destinado para atender a demanda desse público que por essa restrição de valor, deve atender 11 mil famílias. Além do aumento na renda máxima mensal, outra mudança é que os valores dos imóveis podem chegar a R$ 350 mil e o empréstimo poderá ser de R$ 245 mil, assim como no sistema SBPE. O prazo máximo para pagar o financiamento é de 30 anos para pagar.

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