Grande número de investidores na bolsa de valores em JF Apesar de ser investimento de risco e a longo prazo, número de investidores está aumentando e profissionais aconselham o tipo de aplicação


Priscila Magalhães
Repórter
28/07/2008

De acordo com um levantamento feito pelos agentes de investimento Luciano Castanon e Henrique Castanon, Juiz de Fora é uma cidade propensa a ter grande número de investidores na bolsa de valores.

Os fatores primordiais para se chegar a essa conclusão são o crescimento da economia local e a renda per capita alta, se comparada a outras cidades. "Em Juiz de Fora há cerca de R$ 200 milhões investidos em poupança", diz Luciano.

Além disso, o fato de a cidade ser pólo na região e estar no eixo Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte também foi levado em consideração. "Com cerca de 530 mil habitantes, a cidade é pólo e abrange quase um milhão de pessoas na região", acrescenta Luciano (foto abaixo).

Apesar de o número de investidores estar crescendo, os brasileiros ainda investem pouco na bolsa. De acordo com Henrique, em 2006 eram 250 mil investidores comprando e vendendo ações diretamente na bolsa. No ano passado, o número subiu para 500 mil. Em 2008, apenas 0,2% da população brasileira recorre a este investimento, enquanto nos Estados Unidos são 50% e no Japão 98%.

O motivo de os números do Brasil estarem tão abaixo dos de outros países pode ser explicado pela falta de informação. "Os brasileiros não conhecem esse tipo de investimento", explica Henrique, que enumera os benefícios para economia. "Quando há investimento em uma empresa, ela utiliza esses recursos para sua expansão, como aumento das instalações e contratação de mão-de-obra, o que faz girar a economia".

Paciência, estratégia e disciplina são as palavras-chaves

A bolsa de valores é um investimento a longo prazo e de risco, pois é do tipo renda variável, ao contrário da poupança, denominado renda fixa. Para se dar bem é necessário que a pessoa tenha paciência, estratégia e disciplina. Em se tratando de investimento a logo prazo, paciência é fundamental. "Às vezes, a pessoa entra em uma operação que demora a dar retorno. Então, tem que esperar, pois se tirar vai perder dinheiro", explica Henrique.

Foto de Luciano Estratégia é saber lidar com as situações e não se basear somente nos "achismos" para decidir se vende ou não a carteira de ações. "É possível até ganhar quando a bolsa está caindo", garante. E disciplina é a capacidade de seguir as estratégias. "Quando a pessoa consegue poupar, tem mais rentabilidade", completa.

Apesar dos riscos, os profissionais garantem que há vantagens em investir em ações. "É a possibilidade de ganhar mais rentabilidade na sua carteira do que em outros tipos de investimento", diz Henrique, garantindo que há riscos na poupança e nos outros investimentos de renda fixa. "A diferença é que nesse tipo, já se sabe de quanto vai ser o rendimento e na bolsa, não".

O acompanhamento da bolsa de valores é importante, pois através dele toma-se a decisão de vender ou comprar. Porém, somente a cotação não diz nada. "Associadas a ela estão as notícias do mundo. É preciso acompanhar isso também", diz o agente de investimento Henrique, que trabalha para evitar as perdas de seus clientes.

Apesar de não haver uma maneira de saber o comportamento da bolsa de valores, ela emite sinais, que são analisados pelos profissionais. "Acompanhamos a análise dos gráficos, tendências, da história e do tempo".

Não é preciso ter muito dinheiro

Foto de Henrique Os profissionais garantem que não há um valor mínimo para investir na bolsa. Por isso, qualquer um pode optar pela quantia que quer começar a operar. Para que as pessoas físicas possam comprar e vender suas ações diretamente na bolsa, é necessário que tenha o intermédio de uma corretora.

Para ter a garantia de que está escolhendo um profissional adequado, é interessante conferir se os agentes são credenciados pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). "É só entrar no site e procurar pelo nome", aconselha Henrique (foto acima).

Henrique explica a diferença entre fundo de investimento em ações e aplicação direta na bolsa. "No primeiro caso existe uma comunhão entre vários investidores atrelados a um gestor. O investidor não tem o poder de decidir quando vai comprar ou vender sua carteira. No segundo caso, a pessoa administra diretamente suas ações, através de uma corretora, e decide quando quer vender ou comprar".

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