Cresce a procura e o preço dos estacionamentos em JF Preço da hora varia entre R$ 3 e R$ 4 e aumento do
preço em dezembro chega a ser de 40%


Thiago Werneck
Repórter
11/12/2007

Achar uma vaga para estacionar o carro no centro de Juiz de Fora, no horário comercial, nunca foi fácil. Em dezembro, a situação piora e até mesmo os estacionamentos ficam lotados, alguns com 20% de aumento no movimento. Quem sente o peso no bolso é o consumidor.

Com tanta demanda, tem estacionamento na cidade que já aumentou em 40% o valor da tarifa. Deixar o carro para trás é única alternativa certa para fugir dessas taxas. É o que a consumidora, Marli Araújo, está pensando em fazer. "Está muito caro pagar estacionamento. Compensa mais vir a pé e depois voltar de táxi para casa. É isso que devo fazer", promete.

Mas enquanto está de carro, Marli não abre mão do estacionamento, nem mesmo quando há vagas. "Se parar na faixa azul, só pode ficar uma hora estacionado. É um conforto a mais, fora segurança, pena que esteja tão caro".

O preço da hora chega a custar R$ 4, embora a maioria cobre R$ 3, atualmente. Além de dezembro são nos dias chuvosos que estacionamentos cobertos são mais procurados. "Quando pinta uma chuva mais forte, isso aqui enche de carro. Tem muita gente que tem medo da chuva de granizo", diz o manobrista Márcio Mendes.

De acordo com ele, o movimento é sempre bom e só costuma cair um pouco no mês de janeiro. "Na parte da tarde é sempre bem movimentado, em dezembro há um aumento de carros. Depois cai um pouco, mas nunca fica com pouco veículo", conta Márcio.

Cliente de um estacionamento, o auxiliar de escritório Bruno Henrique Guimarães, reclama ter que pagar tão caro. "O preço é alto e eu ainda tenho é moto. Ocupo um terço do espaço do carro e pago a mesma quantia. Isso deveria mudar", opina.

Foto de palca escrito lotado Foto de várias chaves de carro penduradas Foto de um banner de preços de um estacionamento

Apesar de achar injusto os valores, Bruno afirma não valer a pena abrir mão de parar seu veículo no estacionamento. "Deixar na rua é fácil de algum carro esbarrar e arranhar a moto. Só paro assim, quando é rápido ou estou podendo ver a motocicleta de onde estou", afirma.

E é justamente por causa da segurança, que o metalúrgico, Augusto Roberto, não abri mão de estacionamento. "O preço está alto, mas por questão de segurança prefiro pagar. Da última vez que estacionei na rua pegaram meu carro emprestado e não devolveram até hoje", brinca com ironia, ao lembrar que seu veículo foi roubado.

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