Cuidado com os gastos pode evitar endividamento Economista recomenda planejar e criar fundo de reservas
para eventuais necessidades

Daniele Gruppi
Repórter
Madalena Fernandes
Revisão
09/01/2009

Muitos juizforanos estão preocupados com os efeitos que a crise financeira ainda pode provocar. Como não é possível prever como a economia vai girar nos próximos meses, o conselho dos especialistas é evitar o endividamento.

Segundo o economista Guilherme Ventura, o primeiro passo para evitar ficar no vermelho é ter planejamento. Para isso, é preciso conhecer o orçamento familiar. "Os juizforanos precisam saber o que vai entrar de recursos e o que vai sair, ou seja, quais são suas despesas, para viver dentro desse orçamento."

O consumidor deve ter em mente quais são suas despesas reais. Água, luz, telefone, condomínio, aluguel não se pode deixar de pagar. Mas, despesas com o choppinho, jantar, viagens, roupa e com o salão de beleza podem ser reduzidas.

Ventura aconselha também criar uma reserva de emergência de seis meses numa aplicação conservadora, na qual poderá fazer a retirada do montante a qualquer momento. Em casos de necessidade, como de doença e de desemprego, evita-se o endividamento.

Nome sujo

Se por algum descontrole financeiro não foi possível quitar as despesas e seu nome foi para o Sistema de Proteção ao Crédito (SPC), o superintendente do Procon, Eduardo Schroder orienta procurar o fornecedor e negociar a dívida. "A empresa que inclui o nome do consumidor no cadastro deve retirá-lo. Para isso, o cliente deve procurar fazer um acordo. Pode parcelar a compra e, se for, por exemplo, um carro, pode até fazer a devolução."

O superintendente do Procon afirma que o consumidor deve se atentar para as empresas limpa-nomes, que se encarregam de renegociar e reduzir os débitos nos bancos, financeiras e lojas. "Não há mágica para limpar o nome."

Ele acrescenta que, conforme o Código de Defesa do Consumidor, em cinco anos prescreve o cadastro nos Sistemas de Proteção ao Crédito, ou seja, após o período não se pode mais fornecer informações negativas pelos cadastros de restrição ao crédito. "Se o consumidor tiver problema após esse prazo, deve procurar o Procon."

Inadimplência em JF fecha 2008 com alta de 9,23%. Índice supera média nacional

Dados do SPC Brasil apontam aumento de 9,23% na taxa de inadimplência do consumidor juizforano, de janeiro a dezembro de 2008, comparado com o ano de 2007. A taxa ficou mais de quatro pontos percentuais acima da média nacional, que teve alta de 4,8%.

Para Schroder, o aumento da inadimplência está relacionado com a retração da atividade econômica decorrente da crise financeira. "A onda de demissões que ocorreu na cidade no final do ano contribuiu para o endividamento."

Como no primeiro semestre há uma tendência de aumento da inadimplência devido aos gastos com os impostos, como IPTU, IPVA, DPVAT, material escolar, dentre outros, o presidente da CDL/JF, Vandir Domingos da Silva, aconselha o lojista a ficar atento e tomar todas as medidas de segurança necessárias para a efetivação da venda, consultando sempre o nome do consumidor na base de dados do SPC.

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