Sexta-feira, dia 28 de dezembro de 2007, atualizada às 15h15

Preço do feijão dispara nas prateleiras de Juiz de Fora. Aumento chega a ser a 164% de abril para dezembro


Thiago Werneck
Repórter

O preço de um dos alimentos mais consumidos pelo brasileiro disparou nas prateleiras. Apenas comparando a primeira com a última semana de dezembro, o aumento foi de 42% no preço da marca mais barata de feijão, nos supermercados de Juiz de Fora: de R$ 2,19 o preço foi para R$ 3,15.

Em abril, o quilo do feijão custava R$ 1,19, oito meses depois o aumento é de 164%. A explicação para tantos reajustes em tão pouco tempo está no clima: a seca prolongada em várias regiões do país atrasou o plantio em até 60 dias. Como havia pouco estoque, faltou feijão; e os preços dispararam, pegando o consumidor de surpresa.

Essa avaliação do preço do produto na cidade é feita com o maior preço da marca mais barata de feijão nos supermercados da cidade. De acordo com o guia do consumidor, o quilo mais barato do feijão custa, nessa última semana de dezembro, R$ 1,99. Se levarmos em conta esse menor valor, o aumento no preço é 123% se comparado a maio e de 17% em relação a primeira semana de dezembro, quando o produto podia ser encontrado por R$ 1,69. .

Segundo a nutricionista, Wanessa Aquino, o feijão é riquíssimo em ferro, zinco e potássio. Esses valores nutritivos podem ser substituído por soja, lentilha ou grão de bico. Mas como essas opções também são caras, a dica dela é diminuir o supérfluo e continuar consumindo feijão. "O feijão junto com o arroz tem todas as proteínas essenciais para as pessoas. Por isso é melhor economizar em outros alimentos, como biscoitos recheados, salgados do que cortar o feijão", sugere.

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