Segunda-feira, dia 12 de janeiro de 2009, às 12h55

Ministério do Trabalho registra aumento na procura por seguro desemprego em JF, em dezembro

Priscila Magalhães
Repórter
Madalena Fernandes
Revisão

A Gerência Regional do Trabalho e Emprego registrou aumento de 40% na procura pelo seguro desemprego em dezembro de 2008, em Juiz de Fora, em uma comparação com o mesmo período de 2007. De 1.279 benefícios requeridos há dois anos, o número subiu para 1.779 em 2008.

Segundo o chefe do setor de relações do trabalho da Gerência Regional do Trabalho e Emprego, José Tadeu de Medeiros Lima, a demanda parte de trabalhadores dispensados da construção civil e da indústria de transformação voltada para exportação, além da interrupção de projetos de ampliação de grandes empresas sediadas na cidade. É o reflexo da crise econômica mundial em Juiz de Fora, que afetou, principalmente, as indústrias exportadoras.

Para José Tadeu, os números só não são maiores devido à característica marcante da economia da cidade, que gira em torno do comércio e dos serviços, setores menos afetados pela crise. Números do Ministério do Trabalho sobre a evolução do emprego confirmam o saldo positivo nesses dois setores.

Em novembro de 2008, o saldo entre admissões e desligamentos no comércio foi de 667. O número também é positivo no setor de serviços: 117. Ao contrário, a indústria de transformação fechou o mês de novembro com saldo negativo, tendo havido mais desligamentos (731) do que contratações (613). A mesma situação se repete na construção civil, setor que contratou 442 trabalhadores enquanto outros 529 se desligaram.

Apesar do saldo negativo registrado para estes dois setores, Juiz de Fora fechou o mês de novembro de 2008 com saldo positivo na evolução do emprego. Foram 578 postos de trabalho criados. O mesmo não aconteceu em Minas Gerais, que, no mesmo período, registrou um saldo total negativo. Enquanto 148.096 trabalhadores foram admitidos, 182.017 se desligaram. "Essa redução de postos de trabalho se deu em função de as indústrias de transformação voltadas para exportação serem mais fortes em Minas", explica José Tadeu.

Juiz de Fora ainda é favorecida pelo fato de as indústrias de confecção serem voltadas para o mercado interno. "Isso gera emprego na própria cidade", diz. José Tadeu é otimista, e aposta na abertura de vagas, na cidade, a partir de março. "A insegurança em consumir pode afetar o comércio e o setor de serviços, mas acredito que em março este efeito termine e haja crescimento em Juiz de Fora."

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