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    Quarta-feira 24 de setembro de 2009, atualizada às 11h

    Cerca de 60% dos bancários vão iniciar greve por tempo indeterminado 

    Pablo Cordeiro
    *Colaboração

    O Sindicato dos Bancários de Juiz de Fora declarou greve por tempo indeterminado, a partir desta quinta-feira, 24 de setembro. A paralisação prevê, inicialmente, a adesão de 60% do efetivo, ou seja, 1.400 funcionários dos bancos da cidade. Apenas terminais eletrônicos e serviços essenciais irão funcionar.

    O movimento luta pelo reajuste salarial de 10,65%. A Federação dos Bancos (Fenaban) ofereceu índice de 4,5%. "Contamos com uma assembleia participativa. Cerca de 300 trabalhadores votaram pela greve. A proposta da Fenaban não contempla o ganho real, apenas a taxa relativa ao período inflacionário. O comando nacional orientou o posicionamento em protesto à intransigência", destaca o diretor de bancos privados do sindicato, Geraldo Soares.

    De acordo com Soares, as outras reivindicações contidas na pasta nem foram analisadas pela Fenaban, o que também motivou a paralisação. "Desde agosto lutamos pelo aumento da PLR (Participação dos Lucros e Resultados), já que o lucro dos bancos cresce e a diferença não é repassada aos funcionários." Outro ponto levantado é a questão da saúde e da segurança. Conforme Soares, os bancos estipulam metas abusivas, provocando assédio moral e sobrecarga. "Em Juiz de Fora isso é muito comum. O trabalhador sofre pressão permanente devido às metas estipuladas pelos bancos", pontua.

    O sindicato fará assembleias para avaliar o balanço diário local e nacional. As próximas negociações serão debatidas, quando a Fenaban convocar para uma nova reunião.

    Agências bancárias terão que oferecer melhorias para clientes
    Foi sancionada na última terça-feira, 22 de setembro, pelo prefeito Custódio de Mattos, a lei que obriga os bancos do município a oferecerem banheiros, bebedouros e assentos para os clientes. Proposta pelo vereador Roberto Cupolillo, o Betão (PT), a lei surgiu da necessidade de  oferecer condições dignas à população. "Poucas agências bancárias oferecem o mínimo de conforto ao cliente. Na grande maioria, as filas são imensas e o tempo de espera supera uma hora. Às vezes, a pessoa precisa ir ao banheiro ou beber água e não pode", esclarece.

    O prazo para adequação é de dois meses, sob multa de descumprimento no valor de R$ 5 mil e possibilidade de cassação do alvará de funcionamento. "A intenção é que todas as agências adotem a distribuição de senhas para os clientes. É um absurdo uma instituição de altos índices de lucratividade não disponibilizar os serviços básicos", conclui Betão.

    *Pablo Cordeiro é estudante do 9º período de Comunicação Social da UFJF

    Os textos são revisados por Madalena Fernandes

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