RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro expediu uma nova ordem de prisão preventiva contra Gabriel Monteiro (PL), 28. Desta vez, por suspeita de violação sexual mediante fraude e assédio sexual contra seus ex-assessores. O ex-vereador e ex-policial militar já está preso por outro crime, desde o último dia 7 de novembro.

O novo mandado de prisão foi expedido pela juíza Simone de Faria Ferraz, da 21ª Vara Criminal, no dia 8 de novembro, um dia após o ex-vereador ser preso. O processo, no entanto, corre em segredo.

O advogado Sandro Figueiredo, que representa Monteiro, disse que o ex-vereador ainda não foi comunicado oficialmente do novo pedido. "Quando esse fato ocorrer, a defesa irá se manifestar processualmente. O acusado se manterá à disposição da Justiça para esclarecer qualquer fato imputado a sua pessoa, como sempre esteve", informou.

Gabriel Monteiro está preso na Cadeia Pública Joaquim Ferreira de Souza, no Complexo de Gericinó, zona oeste do Rio, desde o dia 9 de novembro, quando foi transferido.

Ele teve o primeiro mandado de prisão expedido pelo juiz Rudi Baldi Loewenkron, da 34ª Vara Criminal, que aceitou a denúncia do Ministério Público pelo crime de estupro. O caso, segundo o Ministério Público, teria ocorrido no dia 15 de julho deste ano contra uma jovem de 23 anos. A denúncia afirma que o ex-vereador teria forçado a mulher a praticar relação sexual com ele após uma festa em uma boate na Barra da Tijuca.

No dia de sua prisão, o youtuber publicou um vídeo em que dizia que provaria sua inocência. Na gravação, ele afirmou ainda que ficou sabendo por sua advogada que sua prisão havia sido decretada, por um crime que ele afirma não ter sido ouvido na delegacia.

O novo pedido de prisão preventiva faz parte dos casos que foram analisados pelo Conselho de Ética da Câmara do Rio, que pediu a cassação do mandato do então vereador Gabriel Monteiro. Eleito em 2020, ele foi o terceiro vereador mais votado no Rio de Janeiro, com mais de 60 mil votos então pelo PSD. Seu mandato foi cassado em agosto passado por 48 votos a 2, por quebra de decoro parlamentar.

O ex-policial militar é réu no caso que apura a gravação de um vídeo íntimo em que aparece tendo relações sexuais com uma adolescente de 15 anos. A defesa de Monteiro afirma que seu cliente achava que a jovem era maior de idade.

Em junho, ele foi denunciado por suspeita de assédio e importunação sexual contra uma ex-assessora de seu gabinete. De acordo com o Ministério Público, o vereador obrigava a funcionária a participar como atriz em vídeos de cenas eróticas publicados em suas redes sociais.

Sempre que se pronunciou, Gabriel Monteiro negou os crimes.