Escuta social
Para uma plateia de cerca de 800 participantes da conferência, o ministro da Educação, Camilo Santana, disse que a retomada da mobilização social enfatiza o papel central da escuta social, da equidade e da educação na construção de uma política ambiental justa no Brasil.
A importância de um governante é a escuta, ouvir o que as pessoas pensam, ouvir o que as pessoas sentem, no dia-a-dia. Porque são vocês que estão nas suas cidades, que estão nas suas escolas. Uma política governamental precisa ser construída a partir da escuta da sociedade. Por isso, a importância desta conferência, afirmou o ministro Camilo Santana.
Ele ainda explicou que a conferência que envolve estudantes infantojuvenis faz parte do ciclo preparatório para 30ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas 2025 (COP30), que será realizada em Belém, de 10 a 21 de novembro.
O ministro da Educação defendeu, ainda que tema do meio ambiente não pode ser apenas uma discussão de um ano letivo nas escolas brasileiras; mas deve ser permanente em todos os níveis de ensino e envolver além dos estudantes, os pais deles, os conselhos escolares, a comunidade do bairro e da cidade e, sobretudo, a formação dos professores. Vocês fazem parte desse processo transformador e de cuidar da nossa terra, do planeta e do meio ambiente, define Camilo.
Educação ambiental
Também na conferência, o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Márcio Macêdo, apontou a importância da educação ambiental a longo prazo.
É fundamental que a escola trate dos temas ambientais para poder formar cidadãos que vão agir no presente e para preparar uma geração para que, daqui a 10 ou 15 anos, nós não tenhamos mais os problemas ambientais que nós temos nos dias atuais.
Márcio Macêdo vê a conferência como uma oportunidade para que os jovens aprendam e conversem, ao voltarem para casa, para terem a consciência de que é preciso preservar a natureza e possam intervir no combate à mudança climática.
Carta compromisso
Leia abaixo os compromissos listados na carta lida na 6ª Conferência Nacional Infantojuvenil pelo Meio Ambiente:
assumimos que não existem problemas ambientais, mas sim apenas sintomas ambientais dos problemas causados pelos seres humanos Nós não somos o futuro do Brasil nós somos o presente e a transformação há de ser agora. O futuro é agora.
por isso, nos comprometemos a apoiar a luta e a resistência de povos indígenas, comunidades quilombolas, agricultores familiares, pois é essencial para qualquer transformação social e ambiental, por meio de suas tecnologias ancestrais;
proteger as pessoas e toda a vida do planeta com equidade, igualdade e inclusão. Justiça climática não é só sobre o meio ambiente ou sobre o clima;
ampliar a nossa capacidade de prevenção de riscos, assumindo que a consciência das diferentes vulnerabilidades nos torna mais humanos verdadeiros e potentes para lidar com os impactos dos desastres climáticos;
respeitar, profundamente, a diversidade de gênero, sexualidade LGBTQIAP+ e as pessoas com deficiência, surdos, com foco na equidade. Essa atitude é vital para lutar contra qualquer forma de desigualdade e construir uma sociedade justa e de paz;
regenerar a vida na Terra, com base no diálogo entre os saberes ancestrais e os conhecimentos científicos;
ouvir cada comunidade ribeirinhas, periféricas, de aldeia, favela, assentamento que são aquelas que menos contribuem para as causas e as que mais sofrem com as consequências do clima;
resistir a um sistema que força as pessoas a competirem por poder e dinheiro, gerando desigualdades e preconceitos, como o racismo, a homofobia, a exclusão, a intolerância religiosa, o racismo ambiental, entre outras diversas formas de discriminação;
biodiversidade como um direito fundamental à vida, valorizando a educação ambiental nas escolas, como ferramenta de transformação.
Transformar o Brasil com educação e justiça climática é responsabilidade de todos e todas nós.
Tags:
Conferência Nacional Infantojuvenil pelo Meio Ambiente | Luziâni | meio ambiente