RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - O Corpo de Bombeiros realizou 547 resgates no mar de praias da zona sul do Rio de Janeiro no período de Réveillon, de acordo com balanço divulgado nesta quinta-feira (1º).
O número contabiliza salvamentos realizados por militares do 3º Gmar (Grupamento Marítimo), de Copacabana, desde o início de quarta (31) até as 6h desta quinta.
Segundo a corporação, em igual intervalo do Réveillon anterior, o número foi bem menor, de 29 ocorrências. A contagem abrange resgates na orla desde o Leme até São Conrado, o que inclui Copacabana, centro das celebrações de Ano-Novo na cidade.
O salto nos registros ocorreu em meio a uma piora nas condições do mar. Na tarde de quarta, a Defesa Civil do Rio de Janeiro emitiu um alerta indicando previsão de ressaca na capital com ondas de até 2,5 metros. Autoridades pediram para moradores e turistas evitarem mergulhos.
Um adolescente de 14 anos é procurado pelos bombeiros após desaparecer no mar no final da manhã de quarta. O caso foi registrado próximo ao posto 3, em Copacabana.
"Os postos com o maior número de salvamentos foram o posto 8, em Ipanema, o posto 1, no Leme, e o posto 3, em Copacabana", afirmou à reportagem o tenente-coronel Fabio Contreiras, porta-voz do Corpo de Bombeiros.
"A praia estava com bandeira vermelha, mas, infelizmente, o que parece é que as pessoas, tomadas pelo calor, pelo ambiente de sol, acabaram não acreditando, desrespeitaram as orientações dos guarda-vidas e acabaram se tornando vítimas."
"No Réveillon passado, as condições de mar no dia 31 não estavam tão ruins quanto as condições de ontem [quarta]. E, no Réveillon passado, no dia 1º de janeiro, as condições de mar estavam péssimas, tanto que a gente fez mais de mil salvamentos no dia 1º aqui nessa região", acrescentou.
Cerca de 2,6 milhões de pessoas receberam 2026 nas areias de Copacabana, segundo estimativa da Riotur, a empresa de turismo da prefeitura carioca. O número supera o público projetado no Réveillon 2025 (2,5 milhões).
IDOSO MORRE NA REGIÃO METROPOLITANA
Além do desaparecimento do adolescente no mar de Copacabana, os bombeiros também confirmaram uma morte por afogamento em Maricá, na região metropolitana.
Conforme a corporação, a vítima é um idoso de 70 anos que foi resgatado, mas não resistiu e morreu a caminho do hospital.
"Não temos aviso de ressaca pela Marinha no momento, mas o mar continua muito perigoso, as ondas continuam muito altas. Mantemos a recomendação de não mergulhar no mar onde tiver bandeira vermelha e procurar os guarda-vidas para ter um banho de mar seguro", afirmou Contreiras.
PM CONFIRMA TRÊS PRESOS EM COPACABANA
A tenente-coronel Claudia Moraes, porta-voz da Polícia Militar do Rio de Janeiro, disse à reportagem que três pessoas foram presas durante as celebrações em Copacabana. Os casos envolveram furto, violência contra mulher e agressão.
O esquema de segurança no bairro contou com 3.500 policiais militares. Pontos de bloqueio e revista foram instalados em ruas de acesso à praia.
"Nesses pontos de revista, a gente tinha policiais abordando com detectores de metais e tínhamos também as câmeras com reconhecimento facial. Então, pessoas que tivessem, por acaso, um mandado de prisão em aberto seriam imediatamente identificadas", afirmou Moraes.
Ainda de acordo com a porta-voz, a PM apreendeu cerca de 200 objetos perfurocortantes, como facas, canivetes e tesouras. É um número inferior ao do Réveillon passado, quando ficou acima de 250, segundo ela.
"A gente não teve nenhum registro de confusão com correria, que às vezes em eventos com grande concentração de pessoas pode acontecer. Isso não aconteceu. Foi [um evento] de muita tranquilidade, muita paz, mostrando que o planejamento foi eficaz, foi efetivo", disse.