RIO DE JANEIRO, RJ (UOL/FOLHAPRESS) - Os bombeiros do Paraná atuam com helicópteros e drones com infravermelho nas buscas por um jovem de 20 anos que desapareceu ao fazer trilha no Pico Paraná no dia 31 de dezembro.
Homem passou mal durante a subida. Segundo o Corpo de Bombeiros, o rapaz começou a subida junto com uma amiga por volta das 13h do dia 31. Ele passou mal algumas vezes durante o trajeto. A dupla chegou ao cume por volta de 4h do dia 1º de janeiro. O Pico Paraná tem 1.877 m de altitude e é considerado o ponto mais alto da região Sul.
A dupla encontrou outros grupos de montanhistas, mas o rapaz ficou para trás. No cume, os dois encontraram outros grupos e iniciaram a descida com um deles por volta das 6h30. Eles permaneceram juntos até um ponto antes de um acampamento, onde a mulher encontrou outros montanhistas e seguiu no ritmo deles. O jovem manteve o ritmo mais lento e acabou ficando para trás. Outro grupo de trilheiros, que andava mais devagar, passou pelo ponto por onde o jovem teria ficado, mas não o viram.
O rapaz estava sem celular. E, de acordo com os bombeiros, não tem experiência em montanhismo.
Bombeiros usam helicópteros e drones. Grupamentos do Corpo de Bombeiros do Paraná atuam com apoio de helicópteros e drones com infravermelho. Equipes também tentam acessar por rapel locais de interesse, onde consideram que o jovem possa estar. Montanhistas voluntários ajudam nas buscas.
Polícia investiga o caso. A Polícia Civil do Paraná diz que foi registrado um boletim de ocorrência na Delegacia de Campina Grande do Sul sobre o desaparecimento do jovem. Neste sábado (3), investigadores estiveram no local e realizaram oitivas com familiares e com pessoas que fizeram a trilha. Uma pessoa que acompanhava o rapaz foi ouvida na delegacia. A polícia não informou detalhes do depoimento.
Caso é tratado como desaparecimento. A corporação afirma que, até o momento, o caso tem sido tratado como desaparecimento, sem indícios de crime.
Parque restringiu acesso. Desde sábado, o Instituto Água e Terra, responsável pelo Parque Estadual Pico Paraná, atendeu a uma recomendação dos bombeiros e restringiu a entrada de visitantes nas áreas entre os municípios de Campina Grande do Sul e Antonina. Os acessos aos morros Caratuva, Pico Paraná, Getúlio e Itapiroca estão fechados.
Montanhistas que queiram ajudar nas buscas devem fazer cadastro. Uma base do Corpo de Bombeiros foi montada na sede do parque. Voluntários devem fazer registro no local.
Jovem desaparecido não fez cadastro no parque. O Instituto Água e Terra afirma que, durante o Réveillon, o parque funcionou com horário especial, tendo sido fechado a partir do meio-dia de 31 de dezembro e reaberto no dia 2 de janeiro. O instituto diz que o jovem que desapareceu não fez um cadastro obrigatório no parque.