BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O passaporte atribuído à modelo Eliza Samudio (1985-2010), encontrado em Portugal nesta terça-feira (6), será enviado ao Itamaraty para ficar à disposição da família.
Segundo o Ministério das Relações Exteriores, o Consulado-Geral em Lisboa foi instruído a remeter o documento ao governo brasileiro, em Brasília, onde ficará disponível para caso a família tenha interesse em reaver o documento.
O Itamaraty não explicou com quem o documento foi encontrado e nem as circunstâncias em que isso aconteceu.
Eliza foi assassinada em 2010 pelo ex-goleiro Bruno, seu noivo à época. Em 2013, ele foi considerado culpado por homicídio triplamente qualificado, sequestro e ocultação de cadáver e foi condenado a 22 anos de prisão, depois reduzidos a 20 anos e 9 meses.
A modelo desapareceu com o filho de quatro meses, fruto de seu relacionamento com o jogador, em junho daquele ano. Na época, ela pedia pensão para a criança que teve com o ex-goleiro. Segundo a denúncia, Bruno não queria pagar e, por isso, montou um plano para matá-la com ajuda de Macarrão.
O corpo de Eliza nunca foi encontrado. As principais provas usadas no processo foram o sangue dela encontrado em uma Land Rover do goleiro, então jogador do Flamengo, e objetos dela e do bebê deixados no sítio do jogador. Todos os réus sempre negaram ter havido crime.