SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - A ação dos EUA na Venezuela tem causado cancelamentos e remarcações de voos, mesmo em que o país não é o destino final.

O ataque dos EUA à Venezuela fechou espaço aéreo do país. Uma determinação da FAA (Administração Federal de Aviação dos EUA), de 3 de janeiro, proibiu o sobrevoo de companhias sobre o território venezuelano em função de "atividade militar" na região até 5 de janeiro. Com isso, voos foram cancelados.

A Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) diz que monitora a situação e as providências tomadas por companhias aéreas. Em comunicado, o órgão diz que "mantém interlocução contínua com empresas que operam voos com origem ou destino na Venezuela e regiões afetadas", assim como "medidas para garantir o atendimento aos passageiros".

Companhias aéreas que cancelaram voos por passarem na região estão remarcando voos. É o caso da Azul. A empresa não faz voos tendo a Venezuela como origem ou destino, mas cancelou voos que passam pela região.

A Azul diz que cancelou voos entre Confins (MG) e Curaçao nos dias 4, 5 e 6 de janeiro; voos entre Belém (PA) e Fort Lauderdale (EUA) nos dias 5 e 7 de janeiro.

A Azul diz que terá voos extras para clientes impactados, nas duas rotas, entre 6 de janeiro e 9 de janeiro. "A Azul lamenta eventuais transtornos causados aos clientes e reforça que ações como essa são necessárias para garantir a segurança de suas operações, valor primordial para a companhia", disse a empresa em nota.

Gol tem voos para Venezuela, mas estão suspensos desde dezembro de 2025. A companhia diz que clientes podem pedir crédito ou reembolso na central de atendimento.

A empresa colombiana Avianca informou que voos para o país "permanecem suspensos há aproximadamente 30 dias, sem qualquer mudança nesse cenário até agora".

Latam diz que não opera voos tendo Venezuela como origem ou destino. A companhia aérea, no entanto, diz que normalizou voos para Aruba e Curaçao, realizados por meio da Latam Airlines Colômbia. A empresa disse ainda que tem operado voos adicionais a partir de segunda, quando a Administração Federal de Aviação dos EUA suspendeu as restrições.