SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Secretaria de Estado de Saúde de São Paulo descartou que a morte da adolescente de 15 anos em Cidade Tiradentes, na zona leste da capital paulista, tenha sido causada por intoxicação por metanol.
Segundo a pasta, agora são 564 casos descartados, incluindo o da jovem. As análises começaram na segunda-feira (5), após boletim médico apontar intoxicação por metanol como possível causa da morte. O registro do hospital também apontava insuficiência renal, um sintoma característico da ingestão da substância.
Questionado, o Estado não informou a causa da morte. A jovem foi sepultada na terça-feira (6), no cemitério Saudade, em São Miguel, também na zona leste.
A adolescente morreu no último sábado (3), após ser internada um dia antes. Ela havia consumido bebidas alcoólicas na madrugada do dia 1º com uma amiga, com quem saiu após a virada do ano.
Segundo a mãe relatou à polícia, a jovem chegou em casa pela manhã passando mal. O caso segue em investigação pelo 54º DP (Cidade Tiradentes).
Até esta quinta (8), o estado de São Paulo contabiliza 51 casos confirmados de intoxicação por metanol, com 11 óbitos. Os mortos são quatro homens da capital; uma mulher e um homem de São Bernardo do Campo; dois homens e uma mulher de Osasco; um homem de Jundiaí e um homem de Sorocaba.
Segundo a pasta, quatro mortes seguem sob investigação --um em Guariba, um em São José dos Campos e dois em Cajamar.