BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, diz em carta ao presidente Lula (PT) afirmou ter exercido o cargo "com zelo e dignidade", destacou as limitações políticas, conjunturais e orçamentárias enfrentadas durante a gestão e agradeceu a confiança e o apoio recebidos ao longo do período.

Na carta de demissão, ele também afirma que decidiu sair da pasta por "razões de caráter pessoal e familiar".

"Tenho a convicção de que exerci as atribuições do cargo com zelo e dignidade, exigindo de mim e de meus colaboradores o melhor desempenho possível em prol de nossos administrados, consideradas as limitações políticas, conjunturais e orçamentárias das circunstâncias pelas quais passamos", disse.

O ministro avisou ao presidente que deixará a pasta nesta sexta-feira (9). A conversa ocorreu antes do evento realizado no Palácio do Planalto que marca os três anos dos ataques de 8 de janeiro de 2023.

O núcleo duro do pasta também deve deixar o governo junto com Lewandowski.

Ao menos dois secretários já sinalizaram a pessoas próximas essa intenção: o secretário-executivo da pasta, Manoel Carlos de Almeida Neto, e o secretário nacional de Segurança Pública, Mario Sarrubbo.

Outro nome que deve deixar a pasta ainda no primeiro semestre é o do secretário de Assuntos Legislativos, Marivaldo Pereira, que deve se lançar como candidato a deputado federal nas eleições de 2026.

A previsão inicial era a de que Lewandowski deixasse o cargo após a aprovação da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) da Segurança, ainda sem data definida para ser apreciada na Câmara dos Deputados.

Lewandowski tomou posse na pasta em 1º de fevereiro de 2024, após o ministro Flávio Dino deixar o cargo para se tornar ministro do STF (Supremo Tribunal Federal).