PORTO ALEGRE, RS (FOLHAPRESS) - Forças de segurança ainda vasculham a mata no município de Bacabal (MA), a 240 km de São Luís, no quinto dia de buscas pelos irmãos Ágatha Isabelly, 6, e Allan Michael, 4, que desapareceram quando saíram para brincar no último domingo (4). As crianças são moradoras da comunidade quilombola São Sebastião dos Pretos, no interior do município.
O primo deles, Anderson Kauan, 8, que também estava desaparecido, foi encontrado fragilizado na tarde de quarta-feira (7). Ele recebeu atendimento imediato do Samu e foi encaminhado ao Hospital Geral de Bacabal, onde segue internado.
Segundo a polícia, o menino foi avistado por agricultores que passavam de carroça em um caminho na mata. O local fica a cerca de 4 km de onde as crianças foram vistas pela última vez antes de desaparecer.
O prefeito de Bacabal, Roberto Costa (MDB), disse pelas redes sociais que o menino hospitalizado está se recuperando bem.
De acordo com o prefeito, são mais de 400 pessoas envolvidas na operação, dentre agentes do Corpo de Bombeiros, Polícia Militar, Polícia Civil, Cosar (Comando de Operações e Sobrevivência em Área Rural da PM), o CTA (Centro Tático Aéreo) e a Defesa Civil. A busca também conta com o apoio de voluntários que moram na região e grupos de motociclistas.
Um gerador foi levado até a base das equipes de segurança e saúde para abastecimento de energia. "Nós estamos correndo contra o tempo, porque já faz quatro dias que elas estão desaparecidas", disse o prefeito na noite de quarta-feira (7).
Também foi montada uma segunda estrutura na comunidade Santa Rosa, próximo ao local onde Kauan foi encontrado.
Helicópteros sobrevoam a região para observação, assim como drones termais, que identificam movimentação e calor em buscas noturnas. Equipes terrestres fazem varreduras nas matas da região com o apoio de cães farejadores.
Segundo informações dos bombeiros, as equipes já avaliaram uma área de cerca de 15 mil m². Ainda há mais de 10 km² de área de mata a ser mapeada.
A Secretaria Estadual de Segurança Pública encaminhou delegados e investigadores de São Luís para auxiliar na apuração do caso.
Na terça-feira (6), uma pessoa ligada à família foi detida durante as investigações. Segundo a Polícia Civil, a prisão ocorreu por uma denúncia paralela, sem comprovação de ligação com o desaparecimento das crianças.