SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - O prefeito de Bacabal, no Maranhão, passou a oferecer recompensa de R$ 20 mil por qualquer informação que leve ao paradeiro de duas crianças quilombolas que desapareceram no domingo (4).
Anúncio de recompensa por "informação concreta" foi feito pelo prefeito nas redes sociais. Roberto Costa (MDB) orientou a população a ligar para o número 181, do sistema de Segurança Pública do estado, ou a se dirigir à coordenação da força-tarefa em Bacabal caso haja pistas de onde as crianças estão.
"Momento crucial" para "garantir a vida das crianças" no sexto dia de buscas. Ao menos 400 pessoas participam da força-tarefa montada para encontrar os irmãos, incluindo voluntários.
Os desaparecidos são os irmãos Ágatha Isabelly, 6, e Allan Michel, 4. Eles saíram para brincar junto com o primo, Anderson Kauã, 8, no domingo, na mata próxima ao povoado de São Sebastião dos Pretos, uma área quilombola, onde moram. Anderson Kauã foi encontrado na tarde de quarta e está sob cuidados médicos, segundo o governador do Maranhão, Carlos Brandão (sem partido).
O menino encontrado ontem chegou ao hospital com quadro de desidratação e desorientado. "Ele está consciente, com quadro de saúde estável e segue internado", diz nota da Secretaria de Segurança Pública do Maranhão.
As buscas foram intensificadas e se concentram na área da mata onde Kauã foi localizado. O governador do estado acrescentou que a força-tarefa composta por Polícia Civil, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e pela Força Estadual Integrada de Segurança Pública, que tem drones, veículos especiais e dois helicópteros, foi reforçada hoje com mais cães farejadores e agentes de segurança pública. Também participam das buscas equipes da Prefeitura de Bacabal, bombeiros civis e moradores da comunidade.
ENTENDA O CASO
As crianças saíram de casa no povoado de São Sebastião dos Pretos e não voltaram. As autoridades foram procuradas ainda na noite do domingo, segundo o prefeito.
O trio havia sido visto pela última vez às 16h do domingo perto de uma região de mata. O local foi ponto de partida para as buscas, que começaram na segunda-feira, segundo o Corpo de Bombeiros.
Povoado onde as crianças vivem é uma área quilombola cercada por mata. "Elas convivem no dia a dia (com a mata). O desaparecimento delas nos causa estranheza", disse o prefeito da cidade, em publicação nas redes sociais no início da semana.