SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Polícia Militar montou uma força-tarefa, chamada Operação Impacto -Pronta Resposta, para tentar localizar o cabo Fabrício Gomes Santana, 40, desaparecido desde quarta-feira (8). O policial atua na região do Comando de Policiamento de Área 10, em Santo Amaro, zona sul de São Paulo, e estava de férias quando sumiu.

Três suspeitos de envolvimento no desaparecimento foram presos. De acordo com a apuração, eles seriam as últimas pessoas a terem contato com o cabo. A Justiça decretou a prisão dos três. Outras duas pessoas foram levadas à delegacia, ouvidas e liberadas.

Equipes do Comando de Policiamento de Choque, incluindo a Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar), o COE (Comandos e Operações Especiais) e o 3º Batalhão de Choque, atuam com a Corregedoria da PM nas buscas, concentradas no entorno do Jardim Ângela, extremo da zona sul.

O cabo desapareceu após ir até uma favela na avenida dos Funcionários Públicos, no Jardim Horizonte Azul, para tentar resolver uma discussão que havia se envolvido, na quarta-feira (7).

A PM foi informada sobre o sumiço pelo irmão de Santana na tarde de quinta (8). Segundo ele, o cabo o telefonou pela manhã e contou que se envolveu em uma desavença com um homem ligado ao tráfico de drogas, que teria o ameaçado de expor sua condição de policial para a comunidade.

Durante a conversa com o irmão, o cabo afirmou que iria tentar resolver a situação. Testemunhas relataram ter visto o policial em uma adega, onde teria se envolvido em nova discussão com o homem.

O carro de Santana, um Ford Ka, foi visto inicialmente estacionado na entrada da comunidade. O veículo foi encontrado horas depois completamente queimado na rua Richard Arnold Beck, em Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo.

Buscas foram realizadas em uma região de mata próxima ao local onde estava o automóvel, mas o cabo não foi encontrado.

Durante a operação, policiais militares do COE foram informados sobre um carro supostamente usado pelos criminosos. O veículo foi localizado na rua Santorine, no Jardim Ângela, com três galões de combustível contendo resquícios de gasolina.

Na residência vinculada ao carro foi identificado um dos suspeitos, que teria conduzido o veículo que escoltou o automóvel do policial até o local onde foi incendiado e abandonado.