SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O sistema Cantareira operava nesta sexta-feira (9) com menos de 20% da sua capacidade. O nível registrado às 9h indicava 19,8% de volume reservado. O nível reduz ainda mais a quantidade de água que pode ser retirada do sistema.
Há exatamente um mês, em 9 de dezembro, a situação havia se repetido, com nível em 19,7%, e o sistema não parece mostrar recuperação até o momento. Abaixo de 20%, é acionada a operação especial, que limita a retirada de água a 15,5 mil litros por segundo, e a permanência da transposição de águas do rio Paraíba do Sul para o sistema.
O Cantareira é uma das principais fontes de água para 9 milhões de pessoas na cidade de São Paulo e na região metropolitana da capital paulista.
Já o Sistema Integrado Metropolitano, que reúne o Cantareira e outras estruturas, estava com 27,38% de volume equivalente às 10h desta sexta. O nível enquadra o conjunto de reservatórios na faixa 3 -a terceira de um conjunto de sete, no total-, que determina a redução de pressão noturna na rede de água por dez horas e a intensificação do combate a perdas, entre outras medidas.
A gestão do Cantareira é acompanhada pela SP Águas, agência do Governo de SP, e pela ANA (Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico). A operação é dividida em cinco faixas, da normal, com nível de pelo menos 60% e permissão para retirada de até 33 mil litros (ou metros cúbicos) de água por segundo, até a especial, que limita a retirada a 15,5 mil.
A partir da faixa 2, de atenção, com volume igual ou maior que 40% e menor que 60%, o sistema também recebe água do rio Paraíba do Sul.
Pela primeira vez desde janeiro de 2022, o sistema entrou na faixa 4, de restrição, em outubro do ano passado. Desde o início de dezembro, o nível permanece em torno dos 20% de volume, sem mostrar tendência de recuperação. A previsão para o período chuvoso também não é animadora.
Segundo nota técnica do Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais) divulgada em 30 de dezembro passado, a reservação no Cantareira no trimestre de outubro a dezembro, em 22,8%, estava pior do que os 34% de 2013, período anterior ao do ano da crise hídrica da década passada.