SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo confirmou um novo caso de Mpox do clado (grupo) 1b, uma subvariante do clado 1, considerado mais agressivo.
Trata-se de um homem, de 39 anos, residente em Portugal, que apresentou os primeiros sintomas no final de dezembro de 2025, quando estava em São Paulo, e procurou atendimento no Instituto de Infectologia Emílio Ribas.
Ele permaneceu internado por um dia, foi orientado, recebeu alta e retornou ao país de origem. Até o momento, segundo a pasta, não há registro de pessoas com sintomas entre os contatos identificados no local de hospedagem do rapaz.
A infecção foi confirmada no último sábado (10) pelo Governo de São Paulo. É o segundo caso de Mpox do clado 1b confirmado no estado. Em 2025, o caso de uma mulher de 29 anos também evoluiu para cura. A paciente, que mora na região metropolitana de São Paulo, teve contato com uma pessoa vinda da República Democrática do Congo, onde a doença é endêmica.
Os sintomas clássicos da Mpox são febre, dor no corpo, prostração e aumento de gânglios. Após três ou quatro dias aparecem as lesões na pele.
Existem dois grandes clados de vírus Mpox identificados. Ao contrário do 1, o clado 2 -que se disseminou pela Europa e região das Américas na epidemia de 2022- provoca a doença em uma forma mais leve.
A Secretaria da Saúde afirma que mantém monitoramento contínuo do cenário epidemiológico da doença no estado.
Neste ano, até 13 de janeiro, dos 30 casos notificados de Mpox no estado, três foram confirmados. No ano todo de 2025 houve 1.932 notificações, das quais 407 foram confirmadas -não há registro de mortes. As informações são do painel de monitoramento de Mpox da Secretaria da Saúde.