SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Polícia Civil prendeu nesta sexta-feira (16) mais um suspeito de envolvimento na morte do policial militar Fabrício Gomes de Santana, 40. Ele ficou desaparecido por cinco dias e foi encontrado morto em uma área de mata em Embu-Guaçu, na Grande São Paulo, na manhã do último domingo (11).

Segundo a polícia, Leandro Sotero Becker foi preso temporariamente -a reportagem não localizou a defesa dele. Ele teria auxiliado na ocultação do corpo, ajudando a enterrá-lo.

A investigação identificou que o PM participou de uma reunião em um bar pouco antes de ser morto. O corpo dele foi encontrado após uma denúncia anônima ao Comando de Policiamento de Choque.

De acordo com o denunciante, o cabo teria sido colocado em um saco e levado em um Gol prata. Dois homens estariam no veículo que seguiu para um sítio na estrada do Charqueado. Um suspeito em um Ford Fiesta vermelho também teria participado da ação.

Policiais militares do COE (Comandos e Operações Especiais) e do Canil, ambos do Choque, localizaram o corpo com auxílio de cães farejadores. O cadáver estava com os braços amarrados para trás, uma corda no pescoço e um capuz na cabeça.

Segundo a Polícia Militar, o responsável pelo sítio foi preso antes da denúncia e da localização de onde estava o corpo. A detenção dele foi feita pela Polícia Civil.

Além dele, outras três pessoas foram detidas antes por suspeita de envolvimento no desaparecimento. De acordo com as investigações, elas seriam as últimas pessoas a terem contato com o cabo. A Justiça decretou a prisão dos três.

O último contato de Santana com um familiar ocorreu na manhã do dia 8. O policial atuava na região do Comando de Policiamento de Área 10, em Santo Amaro, zona sul de São Paulo, e estava em férias quando sumiu.

O cabo teria sido levado para o tribunal do crime após repreender um homem sobre o uso de drogas no local em que ambos bebiam. A informação foi passada pelo delegado Vitor Santos de Jesus, da Delegacia de Itapecerica da Serra, responsável pela investigação.

Segundo o delegado, Santana estava reunido com um amigo nas proximidades da casa do filho para confraternizar. Durante a reunião, o PM teria se desentendido com um homem no local após ter visto ele usando cocaína.

O rapaz de início pediu desculpas e foi embora de moto. No entanto, segundo a investigação, o sujeito procurou lideranças do tráfico de drogas da região do Horizonte Azul.

Ele teria delatado o amigo do PM por permitir um policial no local. Uma ligação foi feita para o conhecido do PM exigindo a presença dele para se explicar a lideranças do crime local.

Santana foi com o amigo até um bar. Lá o PM foi desarmado e levado para o local em que foi julgado pelos criminosos e condenado à morte pelo fato de ser policial, conforme a investigação.

O sujeito que brigou com o PM e o amigo dele estão presos, assim como um homem que escoltou o veículo do PM para ser incendiado.

A polícia crê que ao menos outras quatro pessoas tenham algum tipo de envolvimento no desaparecimento e possível morte do PM.