SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - Seis policiais militares foram presos suspeitos de envolvimento no assassinato do comerciante e lobista Luis Francisco Caselli, de 61 anos, no Jardim Anália Franco, na zona leste de São Paulo, em novembro do ano passado.
Prisões ocorreram anteontem após investigação conduzida pelo DHPP (Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa), da Polícia Civil. Em nota, a SSP-SP (Secretaria de Segurança Pública de São Paulo) confirmou que os seis suspeitos pertenciam ao 6º Baep (Batalhão de Ações Especiais de Polícia) em São Bernardo do Campo (SP).
Todos os presos foram encaminhados para o Presídio Militar Romão Gomes, na capital. A Corregedoria da PM acompanhou as detenções, e informou que também dá suporte às investigações. "A gente não fica feliz com essa situação, em que um agente público que se comprometeu a servir e proteger acaba se envolvendo em uma ação criminosa, mas é importante que a população saiba que quando isso acontece, nossas polícias estão de prontidão para trazê-los à Justiça", afirmou o secretário de Segurança, Osvaldo Nico Gonçalves.
Luís Francisco Caselli estava dentro de um carro quando foi abordado por dois homens em uma motocicleta, na rua Luiz dos Santos Cabral. Ele foi baleado por volta das 18h30, em 24 de novembro. Após os disparos, Caselli perdeu o controle do veículo e bateu em um carro estacionado. Ele foi socorrido e levado ao Hospital Municipal do Tatuapé, mas morreu.
Câmeras de segurança registraram o ataque. As imagens mostram que, após os tiros, um dos ocupantes da moto desceu e se abaixou atrás do carro da vítima, aparentemente para pegar algum objeto, antes de fugir.
Caselli estava em um carro blindado. Ele foi atingido porque a janela do veículo estava aberta, segundo registro da Polícia Militar. Nenhum pertence foi levado. No local, a polícia apreendeu um celular e um rastreador da vítima.
Luís Francisco Caselli tinha antecedentes criminais. Ele já foi investigado por estelionato e por se passar por delegado federal. Também respondeu a processos por corrupção passiva, extorsão e organização criminosa na Justiça Federal, em casos relacionados à Operação Alcmeon, realizada em outubro de 2017.