SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - "A gente se diverte com o que tem", diz o estandarte com um desenho do estado de São Paulo. Sem autorização da prefeitura para cortejos, blocos de Carnaval fizeram a folia em praças e locais fechados na capital paulista neste domingo (18).

Na praça Rodrigues de Abreu, no Paraíso, zona sul da cidade, o bloco Xamengo Dengo começou a tocar no início da tarde e seguiu por mais de duas horas com um repertório de clássicos do Carnaval brasileiro.

Muitos dos que estavam no bloco, no entanto, lamentaram a ausência de cortejos na cidade.

"O Carnaval se faz na rua, é muito mais divertido quando a gente consegue acompanhar e ir atrás do bloco. Mas ainda bem que conseguiram tocar na praça", disse a relações públicas Clarissa Rodrigues, 29. Ela mora em São Paulo, mas vai passar o carnaval no Rio.

O engenheiro Diogo Menezes, 30, também disse ter sentido falta dos cortejos no pré-Carnaval. Para ele, mesmo que alguns blocos consigam tocar em praças falta estrutura. "Não tem banheiro, ponto de hidratação. Podia ter uma estrutura melhor."

Ele também disse que vai aproveitar apenas o pré-Carnaval em São Paulo. Seu plano é curtir o feriado em Olinda.

Depois do fim do bloco Xamego Dengo, uma roda de samba continuou a tocar músicas.

Assim como nos últimos anos, drinks prontos vendidos em lata são a febre do Carnaval. Além do Xeque Mate, bebida de Belo Horizonte que conquistou a festa, agora há outras versões como a Mascate, de maracujá e melancia.

Tendência deste ano são as fantasias temáticas do Oscar e Globo de Ouro, na torcida para o ator Wagner Moura, estrela do filme "O Agente Secreto".

"O Globo de Ouro foi nosso. Agora vai ser o Oscar e aí eu mudo a fantasia", disse Luís Fernandes, com um bola dourada e o rosto coberto de Glitter.

Além do glitter e paetê, meia arrastão e flores na cabeça vestem os foliões dos blocos de São Paulo.