RECIFE, PE A Polícia Civil de Goiás informou nesta segunda-feira (2) que há elementos que indicam disparo de arma de fogo relacionado à morte da corretora de imóveis Daiane Alves dos Santos, 43. A investigação aguarda a conclusão de laudos periciais para o esclarecimento das circunstâncias do crime.
O síndico Cléber Rosa de Oliveira foi preso sob suspeita de matar a corretora, enquanto o filho dele, Maicon Douglas de Oliveira, foi preso sob suspeita de ter atrapalhado as investigações. Segundo a polícia, Cléber Rosa de Oliveira é a única pessoa a ter motivação e os meios para o assassinato da vítima. Ele e o filho estão presos temporariamente.
A defesa de Cléber afirmou que não teve acesso à perícia, que ela não foi juntada aos autos dos processos e que o síndico continua colaborando com as investigações. A defesa de Maicon Douglas não se manifestou.
À Folha de S.Paulo o advogado Plínio César Cunha, que representa a família da vítima, disse que informações extraoficiais indicam que foi encontrado um projétil alojado no crânio da corretora. Ele já havia dito anteriormente que apenas os restos mortais da corretora foram encontrados.
Em nota, a Polícia Civil afirmou que as apurações seguem em andamento com apoio da Polícia Técnico-Científica e que novos detalhes não serão divulgados para não comprometer o avanço das investigações. A corporação disse ainda que o aparelho celular da corretora foi localizado e apreendido. O equipamento está sob análise técnica.
Já a Polícia Científica de Goiás esclareceu que, devido ao estado em que o corpo foi encontrado, a única matriz disponível para a extração de DNA foi o dente. De acordo com a instituição, o procedimento exige tratamento químico de quatro a cinco dias, seguido da etapa de análise do material genético, que pode levar de um a dois dias. A previsão é que a identificação seja confirmada ainda nesta semana, para posterior liberação do corpo à família.
Na entrevista concedida pela Polícia Civil na quarta-feira (28), os delegados afirmaram que a investigação levou em consideração o histórico de conflitos entre a vítima e a administração do prédio.
O principal motivo para o crime teriam sido desavenças entre a vítima e o síndico, que começaram quando a corretora se mudou para o edifício e passou a administrar os seis apartamentos que pertencem à família e que antes eram geridos pelo suspeito.
A última imagem de Daiane dentro do elevador foi registrada às 19h do dia 17 de dezembro, quando ela se dirigiu ao subsolo para verificar a interrupção de energia em seu apartamento. Às 19h08, outra moradora também usou o elevador para ir ao mesmo andar, mas relatou não ter visto nada de incomum. A polícia acredita que o suspeito matou a vítima nesse intervalo de tempo.
A vítima teria se dirigido ao subsolo para acessar o quadro de energia do edifício, após perceber que apenas o apartamento dela estava sem luz. O procedimento de cortar a energia de determinados apartamentos era uma conduta frequente do síndico. Ela desceu o elevador com o celular na mão e filmando a situação, o que pode ter gerado um atrito entre os dois.