SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - Uma jovem morreu esfaqueada na saída de um bloco de pré-Carnaval no bairro da Mustardinha, na zona oeste do Recife, na noite de sábado (31)

Maria Luiza Costa da Silva, 18, foi morta pela ex de seu atual namorado. Durante o ataque, o homem, identificado como Gabryel Nascimento da Silva, 27, também ficou ferido. As informações são das polícias Civil e Militar de Pernambuco.

Vítimas foram atacadas na saída do Bloco do Papada. Maria Luiza foi socorrida e encaminhada à Unidade de Pronto Atendimento dos Torrões, mas a morte foi confirmada na unidade de saúde. Gabryel recebeu atendimento e não corre risco de morrer.

Durante o ataque, a agressora, identificada apenas como Kallyne Santos da Silva, 21, também ficou ferida. Segundo a polícia, Gabryel tentou desarmar a ex-companheira e acabou ferindo-a.

Kallyne foi internada no Hospital da Restauração e está sob custódia da polícia. Ela deverá responder pelos crimes de homicídio e tentativa de homicídio.

Defesa de Kallyne diz que fatos ainda estão em apuração. Em nota à reportagem, o advogado Jefferson Timóteo da Silva afirmou que repudia qualquer tipo de perseguição, linchamento moral ou tentativa de intimidação. A defesa ainda afirma ser "inadmissíveis julgamentos antecipados" que aconteçam fora do processo legal.

Motivação para o crime não foi divulgada. O caso segue sob investigação por meio do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa do Recife.

Bloco do Papada lamentou a morte de Maria Luiza. Em nota, o bloco carnavalesco manifestou seu "profundo pesar e solidariedade diante da tragédia que vitimou a jovem Luiza".

Organizadores do bloco ressaltaram que o crime teve "cunho pessoal", sem relação com o evento. "O Bloco Papada ocorreu de forma pacífica, cumprindo rigorosamente todas as exigências estabelecidas junto ao Ministério Púbico de Pernambuco, bem como as orientações dos demais órgãos responsáveis pela segurança e ordenamento do evento".

O Bloco do Papada reafirma seu compromisso com um carnaval de paz, respeito e responsabilidade. Atos de violência não representam os valores da festa, nem da cultura popular que defendemos há 10 anos. Seguimos confiantes no trabalho das autoridades e reiteramos a importância de que o carnaval seja sempre um espaço de alegria, convivência e preservação da vida.