SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Em meio ao tumulto que tomou conta da rua da Consolação durante os desfiles de blocos neste domingo (8), a organização do Acadêmicos do Baixo Augusta disparou contra a prefeitura. O grupo criticou "falta de organização" e " falta de competência".
A via recebeu dois grandes desfiles no mesmo dia e em horários próximos: o Acadêmicos do Baixo Augusta e a estreia do DJ Calvin Harris, em bloco patrocinado pela marca oficial do Carnaval de São Paulo.
Com o excesso de público, foliões foram prensados e acabaram derrubando grades de proteção. A reportagem viu pessoas passando mal e outras gritando por ajuda dos bombeiros. Um grupo começou a escalar grades de imóveis ao redor para tentar fugir do empurra-empurra.
O Acadêmicos atrasou a saída da rua da Consolação em mais de uma hora "por questões de segurança". "Com 17 anos de história, o maior bloco da cidade e um dos maiores do Brasil foi desrespeitado de forma triste e violenta, mostrando a todos uma prova clara da falta de competência para realizar o que foi proposto e do compromisso da cidade com os blocos que recriaram o Carnaval de São Paulo", disse o bloco em nota.
Apesar das críticas, a organização celebrou o que ela chamou de "recorde". Nas contas da agremiação, foram 1,5 milhão de pessoas no desfile deste ano -sem detalhar, porém, como chegou a esse número. Órgãos oficiais não divulgaram estimativas de público.
Em suas redes sociais, o prefeito Ricardo Nunes disse que a gestão municipal proibiu o acesso de pessoas à região. Ele disse ainda que o número de agentes da GCM e ambulâncias foi reforçado na área.
Por volta das 16h, a Policia Militar solicitou que as pessoas evitem a região da rua da Consolação.
Em nota, a prefeitura falou em "recorde de público" e que acionou plano de contingência.