SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Em um dia de tumultos por causa do desfile de dois megablocos na rua da Consolação, na região central de São Paulo, o Corpo de Bombeiros disse ter atendido 30 pessoas que passaram mal no bloco do DJ Calvin Harris.

A rua também recebeu, no domingo (8), o cortejo do bloco Acadêmicos do Baixo Augusta, que também reúne milhares de pessoas.

Em meio a tumultos, empurra-empurra, pessoas gritando por socorro e passando mal, a Polícia Militar chegou a pedir que as pessoas evitassem a região da Consolação por volta das 16h.

Os atendimentos dos bombeiros foram feitos no batalhão na rua da Consolação, na tarde de domingo. As imagens mostram as pessoas recebendo os cuidados em sofás e no chão. Fora dali, a multidão de foliões seguia o trajeto da rua.

O prefeito da capital paulista, Ricardo Nunes (MDB), afirmou nesta segunda-feira (9) disse que o pré-Carnaval da cidade foi um sucesso após a superlotação e a confusão nos blocos.

A confusão ocorreu perto da concentração do bloco de Calvin Harris, que foi patrocinado pela Skol. Em suas redes sociais, Nunes disse que a gestão municipal proibiu o acesso de pessoas à região e acionou um plano de contingência. Ele disse ainda que o número de agentes da GCM e ambulâncias foi reforçado na área.

Após a queda das grades, houve empurra-empurra, e a massa de pessoas fugiu para ruas transversais. A reportagem viu ao menos três pessoas sendo socorridas por bombeiros civis no meio da multidão.

Parte do público que ficou prensado tentou levantar as grades de segurança por conta própria. "Achei que fosse morrer", disse a estudante Cíntia Santos, 22, ao lado das amigas. Ela decidiu voltar para casa depois da confusão.

O bloco patrocinado pela Skol teve dificuldade de andar e ficou parado na Consolação na altura da rua Piauí. Calvin Harris estava previsto para começar a tocar às 14h, mas só deu início depois das 15h.

Os trios pediam para as pessoas não se empurrarem e terem cuidado com quem está passando mal. Os organizadores também pediam calma à multidão. A música voltou a tocar por volta das 15h, quando os trios retomaram o trajeto.

Em nota, o Acadêmicos do Baixo Augusta citou "falta de organização" e "não cumprimento dos horários combinados".