RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - O Tribunal de Justiça de Goiás determinou nesta sexta-feira (20) a soltura de Maicon Douglas Souza de Oliveira, filho do síndico suspeito de ter matado a corretora Daiane Alves dos Santos em Caldas Novas, sul do estado de Goiás.

Maicon Douglas havia sido preso no dia 28 de janeiro em regime temporário, com duração de 30 dias. A suspeita inicial era de que Maicon havia tentado atrapalhar as investigações. Segundo a Justiça goiana, a polícia comunicou que não houve identificação da participação de Maicon nos fatos.

"Na própria decisão da magistrada que autorizou a medida, foi previsto que, uma vez alcançada a finalidade da investigação e afastada a necessidade da custódia, a autoridade policial poderia proceder à liberação do investigado", afirma em nota.

O escritório de advocacia que defende Maicon Douglas afirmou que há "absoluta ausência de participação de Maicon nos fatos investigados".

"A justiça se constrói com provas, nos autos, sob o devido processo legal e a ampla defesa --nunca por especulações externas", diz nota assinada pelos advogados Luiz Fernando Izidoro Monteiro e Silva e Daniel Gonçalves Santos Lim.

O corpo de Daiane, 43, foi encontrado em área de mata em cidade vizinha a Caldas Novas, no sul do estado de Goiás, 40 dias depois do seu desaparecimento, em 17 de dezembro.

O síndico foi preso sob suspeita de matar a corretora.

Felipe de Alencar, advogado do síndico, confirmou que Cléber confessou à polícia ter usado uma arma para matar a corretora. Investigação da Polícia Civil de Goiás indica que ela foi morta com dois disparos de arma de fogo após sofrer uma emboscada no subsolo do prédio em que morava.

Vídeos gravados pela própria vítima ajudaram a estabelecer a dinâmica do crime.

O celular da vítima foi descartado pelo síndico em uma caixa de esgoto, onde foi encontrado após 41 dias. A corretora havia enviado dois vídeos e estava gravando um terceiro quando sofreu a emboscada premeditada, segundo o inquérito.

Oliveira será indiciado sob suspeita de homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver.

A apuração indica que ele a agrediu com um objeto contundente no condomínio e que os disparos foram feitos na região de mata onde o corpo teria sido encontrado. Inicialmente, o síndico teria dito que o tiro aconteceu de forma acidental após uma discussão no subsolo, mas as investigações apontaram o contrário.

Segundo a polícia, o principal motivo para o crime teriam sido desavenças entre a vítima e o síndico, que começaram quando a corretora se mudou para o edifício e passou a administrar os seis apartamentos que pertencem à família dela e que antes eram geridos pelo suspeito.