SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - A ex-vereadora de Nova Prata, no Rio Grande do Sul, Roseli Vanda Pires Albuquerque, 47, foi morta na madrugada de hoje em seu apartamento. A vítima também era diretora administrativa da Secretaria de Esporte e Lazer do estado, que lamentou a morte em nota.
Roseli Vanda tinha sinais de estrangulamento. O suspeito é Ari Albuquerque, ex-companheiro dela, também encontrado morto no local. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência foi chamado e constatou os óbitos.
O crime ocorreu por volta das 3h30. A Brigada Militar foi acionada depois que a mãe de Roseli relatou ter recebido uma mensagem da filha. Ainda não há informações do conteúdo da mensagem. "Ele foi até o apartamento, surpreendendo a vítima, é o que a gente imagina. Antes disso, ela tentou ligar para uma familiar e pediu para fosse até a casa dela", afirmou a delegada titular de Nova Prata, Liliane Pasternak, em entrevista à imprensa.
Vítima e ex-companheiro estavam separados havia cerca de seis meses. Eles permaneceram juntos por 28 anos. O homem não morava mais no apartamento com Roseli, mas tinha a chave do imóvel. "A vítima estava sozinha em casa com o filho deles", acrescentou a delegada.
Roseli foi vereadora em Nova Prata por dois mandatos. Nas eleições municipais de 2024, concorreu ao cargo de vice-prefeita pelo PSD (Partido Social Democrático). Roseli também concorreu como deputada estadual, em 2022.
A ex-vereadora foi uma mulher de grande destaque na vida pública, diz a nota de pesa da Secretaria de Esporte e Lazer do estado. "Roseli foi uma mulher de grande destaque na vida pública e uma vereadora atuante na defesa dos direitos das mulheres e das políticas públicas do esporte e da inclusão das pessoas com deficiência. Neste momento, todas as nossas orações estão com sua família e amigos".
CENTRO DE VALORIZAÇÃO DA VIDA
Caso você esteja pensando em cometer suicídio, procure ajuda especializada como o CVV (Centro de Valorização da Vida) e os CAPS (Centros de Atenção Psicossocial) da sua cidade. O CVV funciona 24 horas por dia (inclusive aos feriados) pelo telefone 188, e também atende por e-mail, chat e pessoalmente. São mais de 120 postos de atendimento em todo o Brasil.
EM CASO DE VIOLÊNCIA, DENUNCIE
Ao presenciar um episódio de agressão contra mulheres, ligue para 190 e denuncie.
Casos de violência doméstica são, na maior parte das vezes, cometidos por parceiros ou ex-companheiros das mulheres, mas a Lei Maria da Penha também pode ser aplicada em agressões cometidas por familiares.
Também é possível realizar denúncias pelo número 180 -Central de Atendimento à Mulher- e do Disque 100, que apura violações aos direitos humanos.