SÃO PAULO, SP (UOP/FOLHAPRESS) - Uma enfermeira foi alvo de tentativa de feminicídio do ex-marido, que a atraiu para uma emboscada no bairro Cidade Operária, em São Luís, segundo a Polícia Civil do estado.

Sarah Julia Melo, 29, foi esfaqueada e agredida pelo ex-marido, Rômulo Sousa Coimbra. O suspeito atraiu a mulher até sua residência na sexta-feira (20) sob a justificativa de que uma das filhas deles estava doente. Após o crime, ele fugiu, segundo informações repassadas pela Polícia Civil do estado.

Rômulo e Sarah foram casados por 14 anos, mas estão separados desde janeiro deste ano. Eles, que são pais de duas meninas, combinaram a guarda compartilhada das filhas.

No dia em que atacou a ex-companheira, o suspeito estava com as filhas em sua casa. Para atrair Sarah, ele alegou que a caçula estava com febre e a vítima, preocupada, decidiu ir até a residência do ex-marido para ver com a filha estava, segundo explicou ao UOL a advogada da enfermeira, Danielly Campos.

Ao chegar na residência do ex-marido, Sarah foi agredida. Ela foi atingida com golpes próximo na face, próximo aos olhos, teve o pescoço perfurado e ficou com as mãos cortadas ao tentar se defender.

Sarah foi socorrida e encaminhada a uma unidade de saúde, onde recebeu atendimento. Ela está com um olho "bastante infeccionado", além de "muito abalada e sob orientação médica", de acordo com a advogada.

Após atacar Sarah, Rômulo deixou as filhas na casa da mãe dele e fugiu. De acordo com a Polícia Civil maranhense, até o momento o suspeito não foi localizado e é considerado foragido. A reportagem não conseguiu localizar a defesa dele. O espaço segue aberto para manifestação.

Caso segue sob investigação e foi registrado como tentativa de feminicídio. O Tribunal de Justiça do Maranhão expediu medida protetiva de urgência para a vítima.

Conselho Regional de Enfermagem do Maranhão manifestou solidariedade para Sarah. Em nota, o órgão disse "repudiar veementemente toda e qualquer forma de violência contra a mulher" e reafirmou seu "compromisso com a defesa da dignidade, da integridade física e emocional das profissionais de enfermagem e confiamos na apuração rigorosa dos fatos pelas autoridades responsáveis".

EM CASO DE VIOLÊNCIA, DENUNCIE

Ao presenciar um episódio de agressão contra mulheres, ligue para 190 e denuncie.

Casos de violência doméstica são, na maior parte das vezes, cometidos por parceiros ou ex-companheiros das mulheres, mas a Lei Maria da Penha também pode ser aplicada em agressões cometidas por familiares.

Também é possível realizar denúncias pelo número 180 -Central de Atendimento à Mulher- e do Disque 100, que apura violações aos direitos humanos.