BELO HORIZONTE, MG (FOLHAPRESS) - As seis pessoas que morreram na colisão de uma lancha com um píer na noite do último sábado (21) no rio Grande, em região de divisa de São Paulo e Minas Gerais, eram moradores da região de Franca, cidade do interior paulista.

Entre elas está Viviane Aredes, que faria 36 anos neste domingo, e o filho Bento Aredes, 4. Viviane é irmã da primeira-dama da Prefeitura de Patrocínio Paulista, Isabela Aredes, afirmou o município em nota.

Outras vítimas identificadas foram Juliana Fernanda Ferreira, 40, Erica Fernanda Lima, 40, e Marina Rodrigues, 22.

O tio de Marina, Miguel Laércio Matias, afirmou à TV Integração, que a sobrinha havia viajado para a comemoração do aniversário da amiga Viviane.

O piloto da embarcação, Wesley Carlos da Costa, 45, também morreu. De acordo com o Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, ele não possuía a habilitação Arrais Amador, necessária para comandar a embarcação.

Todos os corpos foram identificados no Instituto Médico-Legal (IML) de Araxá (MG), no Triângulo Mineiro, e já foram liberados aos familiares.

A embarcação oriunda de Franca transportava 15 ocupantes quando bateu em um píer na margem mineira do rio, por volta das 23h. As pessoas voltavam de um bar flutuante que fica em Rifaina (SP), cidade que faz divisa com Minas.

O estabelecimento lamentou as mortes, disse que o atendimento foi encerrado às 20h e que o proprietário ajudou no atendimento das vítimas. O bar disse que oferece um serviço de translado próprio, que não teria sido utilizado pelas vítimas.

A Polícia Civil de Minas afirmou que instaurou um inquérito para apurar a ocorrência. O delegado Rafael Jorge Delgado, da delegacia de Sacramento, disse que os sobreviventes serão ouvidos ainda nesta semana.

"É uma tragédia que a gente não tem histórico recente nos últimos dez anos de algo parecido", afirmou.

Segundo o Corpo de Bombeiros, a investigação também envolverá a Marinha do Brasil, responsável pela apuração de acidentes náuticos.

Os trabalhos devem analisar as condições da embarcação, a velocidade no momento da colisão, se havia sinalização adequada no ponto atingido e se os ocupantes utilizavam coletes salva-vidas.

O trecho do rio onde ocorreu o acidente é conhecido por concentrar embarcações de lazer, especialmente aos fins de semana.