SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - O Brasil começou a usar nesta terça-feira (24) seus aviões de caça F-39 Gripen, de origem sueca, para defender Brasília em um eventual ataque.

A partir da Base Aérea de Anápolis (BAAN), o caça foi empregado pela primeira vez em uma missão de alerta de defesa aérea. Isso quer dizer que ele pode ser usado em situações reais e agora é o responsável por fazer a proteção dos céus de Brasília.

"Hoje é o dia em que a aeronave F-39 inicia o serviço de alerta de defesa aeroespacial brasileiro. Essa missão consiste em fazer a defesa do espaço aéreo brasileiro. A aeronave está pronta para decolar, caso seja acionada, tendo como finalidade a missão-fim da nossa Força, que é garantir a soberania do espaço aéreo. Devido à tecnologia embarcada nessa aeronave, ela tem alto poder dissuasório e coloca o Brasil na vanguarda em termos de capacidade de defesa aérea", disse o Tenente-Coronel Aviador André Navarro de Lima Guimarães, comandante da BAAN;

F-39 Gripen é considerado um caça multimissão de última geração. Ele reúne sensores avançados, sistemas de armas modernos e elevada interoperabilidade (capacidade de diversos sistemas e organizações trabalharem em conjunto), ampliando significativamente a capacidade de dissuasão do Brasil.

Caça chega à velocidade máxima de 2.400 km/h. O F-39 Gripen ultrapassa os 15 mil metros de altitude e permite que o piloto dispare a 100 km ou 200 km do alvo. A aeronave precisa de apenas 15 minutos de preparo no solo para ser rearmada e abastecida entre uma missão e outra.

Aeronave tem 8,6 metros de envergadura e 4,5 metros de altura. Ao todo, são 14 metros de comprimento. O custo da hora de voo gira entre US$ 4 e 6 mil (entre R$ 20,5 e 30,7 mil, pela cotação atual), segundo números de 2023. A título de comparação, o caça F-35 Lightning, o mais avançado do arsenal dos Estados Unidos, consome US$ 35 mil (R$ 171,6 mil) a cada hora.

A incorporação do F-39 Gripen à FAB teve início em 2022, com a chegada da primeira aeronave ao país. "Desde então, o processo ocorreu de forma gradual e criteriosa, com foco na formação de pilotos, mantenedores e equipes técnicas, além da validação progressiva de cada sistema embarcado", segundo a FAB. Os caças entram em ação mais de 10 anos depois da assinatura de contrato para compra das aeronaves, no fim de 2014.

Atualmente, a FAB conta com dez Gripen sediados na BAAN. A aeronave é fabricada pela empresa sueca Saab e foi projetada para ataque especializado e treinamento militar.