SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Dois incêndios atingiram um dos prédios da Faculdade de Direito da USP (Universidade de São Paulo), no Largo São Francisco, centro da capital paulista, na noite de quinta-feira (26) e na madrugada desta sexta-feira (27). O fogo atingiu o antigo Palácio do Comércio da Fecap (Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado), que o governo estadual repassou à USP em 2024, após ser declarado de utilidade pública.

O Corpo de Bombeiros foi chamado por volta das 22h20 e uma hora depois o incêndio já havia sido controlado. Durante a madrugada, no entanto, os bombeiros voltaram ao local para combater outro foco.

Segundo os bombeiros informaram a Ana Bechara, diretora da Faculdade de Direito, o fogo começou inicialmente no ar-condicionado e se alastrou pelo forro.

A diretora, que estava em casa, foi chamada e acompanhou da calçada da rua Benjamin Constant os trabalhos de combate às chamas.

Por volta das 22h40, ela foi autorizada a entrar no local com um dos bombeiros. Outros professores também entraram.

Os bombeiros disseram que havia muita água no interior do terceiro e último andar do prédio, onde houve o incêndio. Não se sabe se por causa do trabalho de combate às chamas ou ocorreu alguma quebra de cano.

Pouco depois das 5h, o Corpo de Bombeiros informou que retornou ao local para combater novas chamas. Segundo a corporação, um incêndio foi distinto do outro ?um ocorreu no teto e outro no piso.

A perícia ainda será feita pela Polícia Civil. Não há informações, até o momento, sobre os prejuízos e o que foi atingido no interior da faculdade. Ninguém ficou ferido.

O prédio baixo, de três andares, fica na esquina entre a rua Benjamin Constant e o Largo São Francisco. Dez viaturas foram enviadas ao local para combater o fogo na primeira ocasião e nove na segunda.

Tombado pelo patrimônio histórico desde 1992, o palácio foi construído em 1907. O local tem aproximadamente 4.000 m², mas o fogo ficou confinado e não se alastrou.

Segundo a USP, a desapropriação foi paga com recursos do caixa da universidade, custando cerca de R$ 18 milhões.