RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - Uma nova denúncia de estupro foi feita à polícia contra alguns dos mesmos acusados de violentar sexualmente uma adolescente de 17 anos em janeiro deste ano em um prédio de Copacabana, no Rio de Janeiro. O registro foi feito pela mãe de uma outra adolescente, que narrou o abuso supostamente cometido em 2023, quando a vítima tinha 14 anos.

O relato feito na 12ª Delegacia de Polícia (Copacabana) aponta que três dos cinco envolvidos no caso de janeiro também teriam cometido um crime similar há três anos, usando a mesma forma de atrair a vítima a um apartamento, onde ela teria sido surpreendida pelos demais agressores. Não foi divulgado quem são os três suspeitos apontados na ocorrência mais antiga.

Quanto à acusação de janeiro deste ano, a delegacia indiciou quatro jovens sob suspeita de estupro em um apartamento de Copacabana. Um adolescente de 17 anos também é suspeito de envolvimento e deve responder separadamente no âmbito da legislação relativa ao Estatuto da Criança e do Adolescente.

Matheus Verissimo Zoel Martins, 19, foi preso na manhã desta terça-feira (3) após se entregar à polícia fluminense. Outros três acusados, Bruno Felipe dos Santos Allegretti e Vitor Hugo Oliveira Simonin, de 18 anos, e João Gabriel Xavier Bertho, de 19, são considerados foragidos.

Matheus era procurado pela Polícia Civil do Rio de Janeiro desde a semana passada. Ele chegou à 12ª DP (Copacabana) por volta das 11h, acompanhado de seu advogado.

Na sexta-feira (27), a Justiça aceitou a denúncia feita pelo Ministério Público e tornou os jovens réus pelo crime de estupro qualificado, pela vítima ser menor, majorado pelo concurso de pessoas, que é quando o crime é praticado por dois ou mais agressores. Nesse caso, quando há a participação de mais de uma pessoa, a conduta é considerada mais grave.

Por isso, a lei determina o aumento da pena final em um quarto. O Código Penal também estabelece que todos que participaram do crime respondem por ele na medida de sua culpabilidade. Pode haver agravamento adicional para quem organiza, dirige ou promove a cooperação entre os agentes. A pena prevista para o estupro, neste caso, é de reclusão de oito a 12 anos em caso de condenação.

A defesa de João Gabriel Xavier Bertho, representada pelo advogado Rafael De Piro, nega as acusações, sustentando que mensagens de texto provam que a jovem "sabia da presença prévia dos outros rapazes" no local. Afirma ainda que a vítima teria consentido inicialmente com a presença deles no quarto durante o encontro íntimo com o amigo.

O processo está sob sigilo e a reportagem não conseguiu localizar as defesas dos outros réus.