SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - O homem suspeito de tentar furtar um helicóptero em Caxambu (MG), em fevereiro, foi preso ontem pela PF (Polícia Federal) ao invadir uma área restrita do aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo.

Luiz Gustavo Aires, 52, violou nesta semana a tornozeleira eletrônica que usava e saiu do estado. O homem estava sendo monitorado desde o início de fevereiro, quando tentou levar o helicóptero modelo R66 do aeroporto de Caxambu, mas não conseguiu controlá-lo e o derrubou no solo instantes depois.

Na segunda-feira, Luiz teria retirado o aparelho e furtado uma moto em São Lourenço (MG). Segundo a Polícia Militar, uma testemunha viu o suspeito saindo com o veículo, que estava estacionado, sem capacete por volta das 7h50. Durante as buscas, a tornozeleira dele foi encontrada danificada em um canteiro da cidade momentos depois.

O suspeito teria viajado de moto até São Paulo, onde foi preso na manhã de ontem. O homem foi visto por um inspetor caminhando na área de segurança do aeroporto de Congonhas às 5h. Ele não portava colete ou qualquer identificação funcional.

Luiz foi encontrado pela PF próximo a aeronaves. Ao ser abordado, alegou que aguardava uma pessoa para realizar manutenção de uma delas e que prestaria serviço para uma empresa, cujo nome não soube informar com clareza -segundo relato dos agentes. Com ele, foram apreendidos uma mochila, uma faca de grande porte e um alicate.

O homem deu ainda depoimentos confusos. Às autoridades, ele teria falado inicialmente que foi autorizado por funcionários a entrar. Depois, alterou a versão e falou ter acessado o local por uma área em obras.

Imagens mostraram que Luiz cortou duas cercas para conseguir entrar. Em seguida, ele percorreu uma grande extensão dentro do complexo portuário para chegar até os aviões. A gravação, no entanto, não foi divulgada pelas autoridades.

Contra ele, havia um mandado de prisão em aberto, que foi cumprido. O UOL tenta contato com o Tribunal de Justiça para saber quando foi expedido.

A reportagem também tenta localizar a defesa do preso. O espaço segue aberto para manifestação.