SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Justiça de São Paulo autorizou nesta sexta-feira (6) a exumação do corpo de Gisele Alves Santana, 32, soldado da Polícia Militar encontrada morta com um tiro na cabeça em seu apartamento.

O pedido havia sido feito pela Polícia Civil e pelo Ministério Público do estado.

Os restos mortais de Gisele passarão por nova autópsia no IML (Intituto Médico Legal) neste fim de semana visando o esclarecimento dos fatos, informa a SSP (Secretaria da Segurança Pública). O resultado deve sair em poucos dias. A investigação do caso prossegue pelo 8º Distrito Policial (Brás).

Gisele foi encontrada morta em 18 de fevereiro, no Brás. A príncipio, a ocorrência foi registrada como suicídio. Depois, mudou para morte suspeita.

Ela estava em casa com o marido, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, 53, também integrante da PM. Após o caso, ele pediu afastamento da corporação. Segundo o relato prestado por Rosa Neto às autoridades, o disparo foi ouvido enquanto estava em outro cômodo do imóvel. Ele afirmou que, ao verificar o que havia ocorrido, encontrou a esposa caída no quarto, com um ferimento na cabeça e uma arma próxima ao corpo.

A versão está sendo investigada. O apartamento passou por diversas diligências nos últimos dias.

Gisele integrava a PM havia mais de dez anos e exercia função administrativa. Ela deixa uma filha, de um relacionamento anterior. Pessoas próximas afirmaram que o casamento enfrentava conflitos recentes, informação que também deve ser considerada na investigação.