SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Prefeitura de Juiz de Fora (MG) disse neste sábado (7) que 79 escolas e 45 creches vão retomar as atividades a partir desta segunda-feira (9).

Outras 12 unidades que servem de abrigo às famílias que não tinham onde ficar após as fortes chuvas deverão voltar a funcionar ao longo da semana.

O anúncio ocorre cerca de duas semanas depois dos deslizamentos e desmoronamentos que deixaram 65 pessoas mortas em razão de um temporal.

A prefeita Margareth Salomão (PT) declarou em vídeo publicado nas redes sociais que "vamos lutar todos os dias para que nossa cidade seja a bela Juiz de Fora". O município foi o mais afetado pelas tempestades que atingiram a zona da mata mineira.

A mandatária afirmou também que a previsão para este sábado é de chuva e que "aqueles que estão em áreas de risco precisam ficar longe desses lugares tão perigosos".

"Estou fazendo um apelo a vocês para que possamos atravessar essa situação com mais segurança", disse.

As unidades de saúde, segundo a petista, estão funcionando normalmente. Juiz de Fora também recebeu um caminhão para realizar um mutirão de exames.

Entre outros, o programa realiza em média 60 ultrassonografias por dia, disse a prefeita, para quem trata-se "de uma chance muito grande de a gente zerar a fila dos exames de imagem".

Salomão contou ainda que a empresa responsável pela obra de macrodrenagem na região do córrego Humaitá, que transbordou durante os temporais, já chegou ao município.

"Nós vamos fazer uma limpeza profunda [no córrego] para desenvolver a obra da forma como está prevista", disse.

Uma outra obra, também relacionada a drenagem, será licitada no próximo dia 17. Outra, afirmou a prefeita, recebeu na sexta (6) aval da Caixa Econômica Federal para ser contratada.

Todas as obras são financiadas pela União a partir do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), aposta do governo Lula (PT), principal programa de infraestrutura do governo federal.

O município tem também outros projetos aprovados no âmbito do programa. Aqueles destinados à contenção de encostas, como mostrou a Folha, estão travados há quase um ano por problemas documentais.

Salomão também disse celebrar duas medidas provisórias assinadas pelo governo federal ao longo da semana. Uma delas garante R$ 7.300 às famílias afetadas pelas chuvas. Outra, por sua vez, abrange uma linha de crédito às empresas que sofreram prejuízos em decorrência dos temporais.